JORNAL SOL | 27-10-2007
sábado, 27 outubro 2007
All the soldiers
They're all gonna die
All the little babies
They're all gonna die
All the poets
And all the liars
And all you pretty people
You're all gonna die
low | pretty people

dakota suite | i'm leaving you

pelos teus olhos
vejo, em ti
me vejo, te vejo
em mim.
(albano martins)

nós estamos aqui para fugir, nós estamos aqui para chegar
de vez.
(vasco gato)

vem aos meus sonhos,
faz em mim a tua casa.
(josé agostinho baptista).

come with me
there’s something you should see
in the evening sky
put on your warmest coat
we’ll be breathing ghosts
and they don’t want us to see
so they join the clouds
which clot above our heads
but on a clear night,
if you look close enough
you can just make out love
and other planets
we are not alone
and normally
it’s bright enough to see
with a naked eye
i held you close to me
and i felt you smile
and you whispered in my ear
i know it’s there
let’s make our own light
but on a clear night
if you look close enough
you can just make out
love and other planets
we are not alone
and on this clear night
if i hold you close enough
i can feel love.
uma das canções mais bonitas de 2006.

come to me my baby
come to me my love
come to me my darling tonight
'cause i'm here tonight
on my own all night
'cause i'm here tonight
gonna love you so right
you're the best thing in my life.
[archive | come to me 1]

love me, love me
say you do
let me fly away
with you
we're creatures of the wind
wild is the wind
give me more than one caress
to satisfy this hungryness
we're creatures of the wind
wild is the wind
you touch me
i hear the sound of mandolins
you kiss me
with your kiss my life begins
like a leaf clings to a tree
baby please cling to me
we're creatures of the wind
wild is the wind
you touch me
i hear the sound of mandolins
and you kiss me
with your kiss my life begins
love me, love me
say you do
let me fly away
with you .

1. Subtle | For Hero : For Fool (Lex/Astralwerks)
2. Clipse | Hell Hath No Fury (Jive)
3. Califone | Roots & Crowns (Thrill Jockey)
4. Neko Case | Fox Confessor Brings the Flood (Anti-)
5. Sunset Rubdown | Shut Up I Am Dreaming (Absolutely Kosher)
6. Ghostface Killah | Fishscale (Def Jam)
7. Boris | Pink (Southern Lord)
8. Destroyer | Destroyer's Rubies (Merge)
9. Grizzly Bear | Yellow House (Warp)
10. Keith Fullerton Whitman | Lisbon (Kranky)
11. Swan Lake | Beast Moans (Jagjaguwar)
12. Joanna Newsom | Ys (Drag City)
13. The Pipettes | We Are The Pipettes (Vital/Memphis Industries)
14. Belle & Sebastian | The Life Pursuit (Matador)
15. The Knife | Silent Shout (Mute)
16. Bob Dylan | Modern Times (Columbia)
17. Lupe Fiasco | Food & Liquor (Atlantic)
18. Figurines | Skeleton (The Control Group)
19. Yeah Yeah Yeahs | Show Your Bones (Interscope)
20. Hot Chip | The Warning (Astralwerks)
21. TV on the Radio | Return to Cookie Mountain (4AD)
22. Danielson | Ships (Sounds Familyre/Secretly Canadian)
23. Mission of Burma | The Obliterati (Matador)
24. Charalambides | A Vintage Burden (Kranky)
25. The Blow | Paper Television (K)

1. Joanna Newsom - Ys (Drag City)
2. Beirut - Gulag Orkestar (Ba Da Bing!)
3. The White Birch - Come Up For Air (Rune Grammofon)
4. Dosh - The Lost Take (Anticon)
5. Peter Bjorn & John - Writer's Block (Wichita)
6. Johann Johannsson - IBM 1401 - A User's Manual (4AD)
7. Burial - Burial (Hyperdub)
8. Junior Boys - So This Is Goodbye (Domino)
9. Sufjan Stevens - The Avalanche (Asthmatic Kitty)
10. Grails - Black Tar Prophecies Vol's 1, 2, & 3 (Important)
11. Helios - Eingya (Type)
12. Benoit Pioulard - Precis (Kranky)
13. Glissandro 70 - Glissandro 70 (Constellation)
14. Trentemoller - The Last Resort (Poker Flat)
15. Islands - Return To The Sea (Equator)
16. Charalambides - A Vintage Burden (Kranky)
17. Humcrush - Hornswoggle (Rune Grammofon)
18. Mahogany - Connectivity! (Darla)
19. Triple Burner - Triple Burner (Madrona)
20. Ellen Allien & Apparat - Orchestra Of Bubbles (Bpitch Control)

1. TV ON THE RADIO "Return to Cookie Mountain" (4AD / Interscope)
2. JOANNA NEWSOM "Ys" (Drag City)
3. THOM YORKE "Eraser" (XL)
4. YO LA TENGO "I Am Not Afraid Of You And I Will Beat Your Ass" (Matador)
5. MOGWAI "Mr Beast" (PIAS)
6. BEIRUT "Gulag Orkestar" (Ba Da Bing!)
7. NEKO CASE "Fox Confessor Brings the Flood" (Matador)
8. MAX RICHTER "Songs From Before" (Fat Cat / 130701)
9. LIARS "Drums Not Dead" (Mute)
10. ISLANDS "Return to the Sea" (Rough Trade)
11. TAPES 'N TAPES "The Loon" (XL)
12. MOGWAI "Zidane" (PIAS)
13. JARVIS COCKER "Jarvis" (Rough Trade)
14. CAT POWER "The Greatest" (Matador)
15. THE PIPETTES "We Are the Pipettes" (Memphis Industries)
16. DESTROYER "Destroyer's Rubies" (Merge)
17. JUNIOR BOYS "So This Is Goodbye" (Domino)
18. HOT CHIP "The Warning" (EMI)
19. BELLE & SEBASTIAN "The Life Pursuit" (Rough Trade)
20. M. WARD "Post-War" (Merge)
21. SPARKLEHORSE "Dreamt for Light Years in The Belly of A Mountain" (Astralwerks)
22. CAMERA OBSCURA "Let's Get Out Of This Country" (Merge)
23. MEW "And the Glass Handed Kites" (Sony)
24. SCOTT WALKER "The Drift" (4AD)
25. THE FLAMING LIPS "At War with the Mystics" (Warner Bros)
pop dell'arte | querelle.
o domingo desportivo prossegue dentro de momentos.

1. TV On The Radio: Return To Cookie Mountain (4AD)
2. Liars: Drum's Not Dead (Mute)
3. Keith Fullerton Whitman: Lisbon (Kranky)
4. Carla Bozulich: Evangelista (Constellation)
5. Comets On Fire: Avatar (Subpop)
6. Christina Carter: Electrice (Kranky)
7. Loscil: Plume (Kranky)
8. Beirut: Gulag Orkestar (BaDaBing)
9. Serena-Maneesh: Serena-Maneesh (Playlouder)
10. Scott Walker: Drift (4AD)
11. Alejandro Escovedo: The Boxing Mirror (Back Porch)
12. Sparklehorse: Dreamt For Light Years (Astralwerks)
13. Built To Spill: You In Reverse (Warner Bros)

1. Raconteurs - Broken Boy Soldiers
2. Bob Dylan - Modern Times
3. Arctic Monkeys - Whatever People Say I Am, That's What I'm Not
4. Bruce Springsteen - We Shall Overcome: Seeger Sessions
5. Archie Bronson Outfit - Derdang Derdang
6. Vetiver - To Find Me Gone
7. Amy Winehouse - Back to Black
8. James Hunter - People Gonna Talk
9. Midlake - Trials of Van Occupanther
10. Cat Power - Greatest
11. Morrissey - Ringleader of the Tormentors
12. Sonic Youth - Rather Ripped
13. Johnny Cash - American V: A Hundred Highways
14. Scritti Politti - White Bread, Black Beer
15. Young Knives - Voices of Animals & Men
16. De Rosa - Mend
17. Who - Endless Wire
18. David Gilmour - On an Island
19. Beatles - Love
20. Joanna Newsom - Ys
paavoharju | kuu lohduttaa huolestuneita.
(ou como a lua conforta os que têm problemas, depois de o sol se ter posto de costas).

morrer de amor
ao pé da tua boca
desfalecer
à pele
do sorriso
sufocar
de prazer
com o teu corpo
trocar tudo por ti
se for preciso.
(Maria Teresa Horta)

não, tu não (me) vais fugir. ainda temos muitos cafés por tomar e uma infinidade de histórias para partilhar. Amo-te.
onde é aqui,
o centro,
onde se respira,
a cama limpa
ao corpo inteiro e nu.
onde é a fome e o braço toca
o esplendor.
respira o ventre,
a vela incha
ao sol e ao mar sem fim.
onde é aqui,
a fome nua,
a árvore exacta
no centro
da alegria,
a luz e o olhar
aberto ao mar.
onde é onde
a mão sabe
a carícia da anca
e a língua fabrica
o seu sabor a sol.
onde o fogo acende
o pulso do poema.
(António Ramos Rosa)
dakota suite | wintersong.
in an empty house
in a cold winter night
your music brought us together
changed us
helped us love
made us who we are
a minha alegria é o aroma de tangerina nos dedos,
comer aos gomos a paisagem
e limpar depois
a boca
à manga do espanto.
Tu puxas-me
e somos duas crianças
num trilho de mata
num banco de pedra,
num portão verde dividindo
o aqui e o ali.
Porque nós estamos aqui.
Aqui onde te entrego os meus bolsos,
e - repara - as tuas mãos cabem.
Nós estamos aqui.
Menina do rio na tua canoa de silêncios, a tua voz enrola-se na minha voz como prédios
e sombra numa cidade, como leite e açúcar na infância, como
o destino de um navio.
Atravesso quilometricamente a pobreza deste reino para te ver, para te ver uma bússola de neve,
uma corda vermelha, a destreza de um telhado através dos
dias.
Tu não precisas falar uma outra língua, o persa é uma língua que nos chega! Tu não precisas oferecer-me
portas e milhares de portas, basta que apareças.
Que apareças nesta fogueira de bruxas, na inquisição canina de uma época longe, muito longe,
dolorosamente longe da magia de um homem e de uma mulher.
Nós estamos aqui para arder pelo nosso corpo completo.
Tu e eu, leões estirados ao sol,
harpa para os nossos dedos quentes,
poema numa sala de lâminas.
Nós estamos aqui para fugir, nós estamos aqui para chegar
de vez.
(Vasco Gato)
cat power | where is my love?
depois do pesadelo, um concerto enfadonho, com poucos momentos de encanto e subtileza, que coincidiram com o despir breve das canções - a sua verdadeira origem -, bem longe do blues-rock entediante que pupulou a noite. ao contrário do que acontecera há três anos e meio, foi-me indiferente. senti-me em casa, rodeado por pessoas bonitas e que me são importantes, com a convicção serena e melodiosa que todos os poentes dizem-me quem tu és.
No primeiro Triângulo Escaleno de Dezembro contamos com um convidado muito especial. É um momento esperado pelos autores do programa, já que Rui Malheiro vive em Braga e não desce à capital muitas vezes.
Estamos a falar de uma grande figura que vai ter muito para contar tanto na música como no futebol. Esperem um grande programa em que a conversa será seguramente do mais interessante que pode haver sobre assuntos tão normais nas várias edições do nosso programa.
em http://triangulo-escaleno.blogspot.com/
Hesito muito antes da palavra.
porque um precipício se abre nela
e não tem sentido,vibra apenas.
porque pode ser a morte
ou o nascimento para um lugar
de cores e fadas e barcos de sol.
porque me doem as mãos
cada vez que tento segurar
o mundo em traços redondos quadrados.
por isso te digo:hesito e morro e nasço.
e corro para a rua com a força de quem
vai anunciar gritar chamar dizer.
mas lá fora sorrio apenas
enquanto caminho para um banco
de jardim,devagarinho,
como se por um momento
eu soubesse o nome de tudo
e tudo tivesse o mesmo nome.
(Vasco Gato)
ficamos a tocar até perto das seis da manhã. acordei agora, lento, mas quase solarengo, como o dia. queria ler-te o poema antes de (te) dizer o (teu) nome.
"E se inventássemos o mar de volta? e se inventássemos partir, para regressar? Partir e aí nessa viajem ressuscitar da morte às arrecuas que me deste. Partida para ganhar, partida de acordar, abrir os olhos, numa ânsia colectiva de tudo fecundar, terra, mar, mãe… Lembrar como o mar nos ensinava a sonhar alto, lembrar nota a nota o canto das sereias, lembrar o depois do adeus, e o frágil e ingénuo cravo da Rua do Arsenal, lembrar cada lágrima, cada abraço, cada morte, cada traição, partir aqui com a ciência toda do passado, partir, aqui, para ficar…"
(José Mário Branco, FMI)
senti, ao longo do dia, vontade de te dizer coisas. amanhã, que é já hoje, também. é hora de adormecer com pedacinhos de revolução nos auriculares. bom dia.
so many movies touching the memories leaving you cold or making you cry. no one to run to. no one to hold you. no one to take you away from the need to go to hell all of the ugly field of vision. maybe the anger is just what you needed. go to hell fuck you, go to hell fuck you, go to hell. mirror mirror help me see clear. say yes, say maybe, see possibilities. go to hell fuck you, go to hell fuck you, go to hell. i love you, i love you too.
autêntica nave de suspiros e contradições em noite de alma cheia e luas azuis.
bebe | siempre me quedara
hoje: lisa germano | theatro circo
amanhã: os putos correm pela rua. mutantes embriagados. desfiam o cais do sodré. sorriem no cais de veludo.
domingo: triângulo escaleno | quimica fm
segunda: cat power | aula magna


ausência (que quase diz um nome) + quando acabar.
de quem já fui sim tua amargura, de quem me embalou num sono e sei que nunca mais me há-de acordar. (novembro)
indagamos juntos o silêncio.
a aurora trespassou
as cortinas púrpura
e abrasou os sentidos.
a estrada despertava-nos
como se… sibilasse:
sozinhos – eu e tu.
do outro segmento do traço contínuo,
o jaime imerso
no seu coração
vociferava:
mais vale só do que
sozinho (no meio da multidão)
tu porfiavas o calcanhar do vento,
enquanto que mil e uma vozes
rumorejavam a ausência…
que quase diz um nome.
o meu não, o meu não, o meu não, o meu não.
(que quase diz, que quase diz um nome, que quase diz, que quase diz um nome)
(o da sombra, que na gare, depois do mar e antes da ida, arremeda os dias).
quando acabar
resistirá sempre uma dúvida:
o que é verdade?
o que foi mentira?
dissipamos o novelo de erros
somamos e subtraímos
o tempo em jogos verbais
se já não chegam as palavras
desfiadas em tristeza escura
estrado de canções novas e velhas
que perduram
mesmo quando a luz e o som
cessam.
quando acabar
resistirá sempre uma angústia:
o que existe?
o que deixou de existir?
os poemas desdobram-se
em múltiplas formas de solidão
onde o respirar omite
os dias de sol e as pequenas coisas
desfiguradas em febre, chuva
e nas lágrimas dos vultos que
crescem nas paredes oprimidas
de saudade
quando os nossos corações
soavam como se fossem um.
quando acabar
despertamos tarde
com a certeza que o nosso
amor não acabou
com a certeza que
o amor acabou.

o amor em carne e osso (ainda estava lá). simples, sincero, bonito e arrebatador.

quando acontece um grande amor
assim como você e eu
o tempo passa por nós dois
não lembro o que aconteceu.

as mesmas fórmulas de fuga, os mesmos gestos subtis.
if you be my star i'll be your sky you can hide underneath me and come out at night when i turn jet black and you show off your light but you can sky rocket away from me and never come back if you find another galaxy far from here, with more room to fly just leave me your stardust to remember you by if you be my boat i'll be your sea a depth of pure blue just to probe curiosity ebbing and flowing and pushed by a breeze i live to make you free but you can set sail to the west if you want to and past the horizon til i can't even see you far from here where the beaches are wide just leave me your wake to remember you by.


i write this sitting in the kitchen sink. that is, my feet are in it; the rest of me is on the draining-board, which i have padded with our dog's blanket and the tea-cosy. i can't say that i am really comfortable, and there is a depressing smell of carbolic soap, but this is the only part of the kitchen where there is any daylight left. and i have found that sitting in a place where you have never sat before can be inspiring - i wrote my very best poem while sitting on the hen-house. though even that isn't a very good poem. i have decided my poetry is so bad that i mustn't write any more of it.
drips from the roof are plopping into the water-butt by the back door. the view through the windows above the sink is excessively drear. beyond the dank garden in the courtyard are the ruined walls on the edge of the moat. beyond the moat, the boggy ploughed fields stretch to the leaden sky. i tell myself that all the rain we have had lately is good for nature, and that at any moment spring will surge on us. i try to see leaves on the trees and the courtyard filled with sunlight. unfortunately, the more my mind's eye sees green and gold, the more drained of all colour does the twilight seem.
as cicatrizes, meu amor:
i was a soldier in a far off land, the arrow deep in my side, i would return one day my love, to the heaven's we would ride. my body rots while she is weeping, i remain forever sleeping, resting my bones from the daily chores, rest my bones forever more. my body lies in an unmarked grave, my heart remains with the one i love, she's awaiting my return, although i know that will never come. as i decay neath my blanket of earth my heart is yet to be satisfied, a seedling grows on my burial ground, just to wither and die.

agora em http://linha-geral.blogspot.com/, o weblog do cais de veludo.

o cais de veludo juntou-se à família da honeysound, uma livre e informal associação de pessoas ligadas à criação musical, que conta com a colaboração de músicos e entidades de vários locais do país.
artigos relacionados:
O grupo cais de veludo juntou-se, recentemente, ao colectivo honeysound. Música e poesia numa combinação sublime.no sítio da honeysound
Entre Braga e Corroios... Excelente...não só pela notícia mas também pela recordação de "outra estação", maqueta de 2003 do cais de veludo (Rui Malheiro, voz; Iuri Algarvio, instrumental)...o duo integra agora também o dinâmico colectivo barcelense Honeysound. "outra estação", o intimismo acústico postado sobre um cenário urbano...belo...em "A Trompa"
e também em Santos da Casa e Rock rola em Barcelos.
away with golden crows i know their souls are old the waves and the thunder’s prose within her belly glows. where the sleeping old bears breathe i can’t see the light for the trees. i stayed in lake of fire my bed was ancient pyre the stars all fell into the sea i can’t see the light for the trees for the trees for the trees for the trees for the trees.
da minha janela vê-se uma espécie muito rara de angústia
tem o corpo que não ousei que me fosse
usa o amor como a origem da sede
e sossega-me contra o peito da alvorada
da minha janela vê-se uma espécie única de medo
chama-se eu mas diz-se tu
e por vezes nós quando prende a vida
a algo tão falível como a vida
da minha janela não se vê mais nada
ouve-se o silêncio contra mim
e chove a morte contra os vidros
por dentro como soa o fim.
pedro sena-lino.
cais de veludo | improvisação sobre o mais | setembro de 2002
cais de veludo | olhos de silêncio | braga, setembro de 2002