Relvados Virtuais

 

RENASCER

terça-feira, 30 outubro 2007

Miguel Fidalgo

Miguel Fidalgo é , até ao momento, a grande figura da 2ª Divisão, com 11 golos apontados em (apenas) 9 jogos ao serviço do União da Madeira, desde esta semana líder da Série A do 3º escalão do futebol português. Extremo ou avançado, natural do Caniçal, mas com formação realizada no Nacional da Madeira, as suas boas prestações justificaram chamadas às selecções jovens portuguesas e à Selecção da Madeira, que anualmente disputa o Torneio Internacional do Arquipélago. Talento precoce, estreou-se na equipa principal do Nacional, então na Liga de Honra, ainda com idade de júnior, em 2000/01, pelas mãos de José Peseiro, com quem, na temporada seguinte, subiria ao escalão maior do nosso futebol. Contudo, o actual técnico do Panathinaikos optaria por fazê-lo rodar na temporada de 2002/03, adiando a sua estreia na 1ªDivisão. Seguiu para o vizinho Camacha, onde acabou por regressar na temporada seguinte, já que Casemiro Mior, tal como Peseiro, achou por bem emprestá-lo durante a temporada 2003/04. 5 golos em 17 golos reabriram-lhe finalmente as portas do Nacional e a estreia na divisão maior foi auspiciosa: ainda com Mior no comando técnico dos madeirenses, Miguel Fidalgo foi titular diante do Vitória de Guimarães, à 6ª jornada, na Choupana e marcou o único golo da partida. A aposta teve continuidade, ainda que alternando o banco com o banco dos suplentes, totalizando 20 jogos e 4 golos, um deles na histórica goleada no Dragão (4-0), diante do FC Porto, já com João Carlos Pereira como técnico. A época seguinte, no entanto, correria bem abaixo das expectativas, pois alguns problemas físicos afastaram-no das opções regulares de Manuel Machado, que só apostou no jogador a espaços durante a segunda volta, normalmente saído do banco. Ao todo, 11 partidas na Liga, nenhuma das quais completas, acabaram por justificar a saída, por empréstimo, para o futebol cipriota, onde representou o AEK (Athlitiki Enosis Kition) em 2006/07. Uma experiência que acabou por revelar-se um fracasso, já que Miguel Fidalgo apenas foi utilizado nas primeiras 5 partidas - 1 jogo como titular e 4 como suplente utilizado -, pois nova lesão, desta feita com gravidade, acabou por afastá-lo do resto da temporada. De regresso à Madeira, e sem espaço na equipa do Nacional, com quem tem ainda contrato, foi emprestado ao União da Madeira, onde, curiosamente, se reencontrou com o seu irmão, o experiente central João Fidalgo, também ele um ex-nacionalista. Reencontro feliz, já que permitiu o relançamento da carreira de Miguel Fidalgo, que, aos 25 anos, atinge o melhor momento da sua carreira, com os 11 golos em 9 jogos a colocarem-no no topo da lista dos melhores marcadores da 2ªDivisão, permitindo-lhe sonhar com o tão ambicionado "salto" já em Janeiro.

OS NÚMEROS DE MIGUEL FIDALGO EM 2007/08:

Miguel Fidalgo: dados 2007/08

AO DETALHE:

9 jogos - 6 vitórias, 1 empate, 2 derrotas
746 minutos - 9 vezes titular - 4 jogos completos, 5 vezes substituído

11 golos - 3 golos solitários, 2 "bis", 1 "poker"
dos 11 tentos 2 foram obtidos de grande penalidade
5 golos em casa - 6 golos fora de casa
5 golos na primeira parte - 6 golos na etapa complementar

1 cartão amarelo.


JORNAL SOL | 27-10-2007

sábado, 27 outubro 2007

JORNAL SOL 27/10/2007


Sousa Cintra

terça-feira, 18 setembro 2007

Ao passar alguns dos meus arquivos VHS para formato DVD deparei-me com esta peça brilhante de Miguel Barroso para o programa "Fora de Jogo", de 1991. Uma câmara da RTP acompanhou o dia de Sousa Cintra antes, durante e depois do Sporting - Bolonha, partida do quartos-de-final da Taça UEFA 1990/91, que viria a dar o acesso dos "leões" às meias-finais da competição, onde cairiam aos pés do Inter. No entanto, esta reportagem retrata uma jornada gloriosa dos "leões" com Sousa Cintra como personagem central: a ansiedade antes da partida ; a viagem para o estádio ; a ida ao balneário antes do início do jogo, com direito a conversa com Marinho Peres e o jogador Careca, que havia sido apresentado, meses antes, como o "Novo Eusébio" ; a emoção ao rubro durante o jogo, com destaque para alguns comentários e diálogos hardcore ; e a felicidade pós-jogo no camarote, nos bastidores de Alvalade e, finalmente, num jantar oferecido aos árbitros. Memorável!


Fernando Santos vs. Camacho

quarta-feira, 22 agosto 2007

Resposta ao inquérito do Encarnado e Branco, blogue do meu grande amigo João Gonçalves.

Como é que sobreviveste a 15 meses de “Santismo”?
Era uma aposta, à partida, condenada ao fracasso, pois ser benfiquista está longe de ser uma condição suficiente para treinar um clube com a dimensão do Benfica. Independentemente de um percurso com 1 Campeonato, 2 Taças de Portugal, 2 Supertaças e 1 Taça da Grécia, Fernando Santos conseguiu ser o único técnico, em Portugal, a não vencer um Campeonato com Jardel no seu melhor – marcou 38 golos nessa temporada (1999/2000) -, como também conseguiu o feito de em três anos só vencer um Campeonato no FC Porto, iniciando, pela primeira vez e única até ao momento, um ciclo de mais de um ano sem vencer campeonatos dos “dragões” nos últimos 23 anos. O passado na Liga portuguesa anterior ao FC Porto, apesar de algum crescimento anual, não era o mais animador, e as passagens posteriores por AEK, Panathinaikos e Sporting confirmaram as limitações evidenciadas no comando técnico do FC Porto: alguns bons períodos, com ciclos interessantes de jogos consecutivos sem perder, mas pouca tendência – misto de incapacidade, postura pouco confiante e indecisões relevantes – para vencer em momentos importantes e decisivos. No fundo, a imagem dos 15 meses – 12 teriam sido mais do que suficientes – de Fernando Santos ao serviço do Benfica, e, certamente, aquilo que o seu futuro como treinador lhe reserva.

A notícia da saída de Fernando Santos fez-te vibrar mais do o golo do Petit de cabeça(!) no Bessa?
Independentemente de se tratar de uma excelente notícia para o futuro do clube, uma vitória do Benfica, no Bessa, diante do Leixões, é (ou seria, neste caso) bem mais importante que a saída de Fernando Santos do comando técnico do clube. Primeiro porque não seria impeditiva para a consumação da saída de Santos (Heynckes saiu após uma vitória) e daria mais 2 pontos que, por exemplo, foram determinantes na perda do Campeonato anterior e na eliminação da Liga dos Campeões na última temporada.

Apesar de tudo Fernando Santos é benfiquista e por isso merece ser feliz. Achas que ele devia tentar contrariar o ditado “Santos da Casa Não Fazem Milagres” noutro espaço que lhe é caro como o Centro Desportivo de Fátima na Liga de Honra?
O Centro Desportivo de Fátima tem um bom treinador – Rui Vitória, que, curiosamente, passou pela formação do Benfica, e soma 3 triunfos consecutivos em 2007/08. Assim sendo, Fernando Santos terá que esperar por outra “paróquia”.

Em que nomes apostas para melhores reforços desta época?
Com 3 ou 4 reforços a chegar nos próximos dias e que deverão constituir uma verdadeira mais-valia para o actual plantel a pergunta é algo precoce. Relativamente aos jogadores já contratados, Oscar Cardozo deverá ser o principal reforço e está a confirmar-se como tal – é a única aquisição que se afirmou como titular indiscutível no imediato -, apesar das limitações físicas que o impedem de jogar no máximo das suas capacidades. Caso Gonzalo Bergessio consiga atingir o nível evidenciado no Campeonato Argentino, o que está ainda bem longe de acontecer, também poderá ser uma importante mais-valia para o Benfica, até porque pode preencher várias posições no ataque. Os jovens Angel Di Maria e Fábio Coentrão poderão retirar importantes dividendos desta mudança de comando técnico, que irá projectar mais o jogo pelos flancos, entre o 4x2x3x1 e o 4x4x2 clássico, contrariando o 4x4x2 centralizado de Fernando Santos. Contudo, necessitam de tempo e espaço para se adaptarem a um clube com a dimensão do Benfica e ao facto de não poderem ter o protagonismo que possuíam nos seus anteriores emblemas, necessitando, com isso, de adquirir um maior sentido colectivo.

E que jogadores gostarias de ver contratados até ao fim do mês?
Atendendo ao nome do novo técnico e aos seus esquemas tácticos preferenciais parece-me que a aquisição prioritária deverá ser a de um extremo direito de qualidade insuspeita e que se afirme imediatamente. As chegadas de um defesa-central e de um médio-centro com capacidade de construção também são importantes. A de um novo avançado-centro não me parece tão prioritária, mas será igualmente bem vinda.

Camacho é a melhor aposta, ou preferias o regresso de Trapattoni? O italiano perdeu a Taça mas foi campeão…
O regresso de Jose Antonio Camacho parece-me ter sido devidamente planeado, mas tardiamente apresentado. É uma aposta que vai de encontro ao desejo da maior parte dos associados, atendendo também à indisponibilidade de Sven Goran Eriksson, com que forma a dupla de técnicos mais consensuais no universo “encarnado”. Se Eriksson venceu 3 campeonatos em 5 possíveis e levou o clube a duas finais europeias, Camacho apenas ganhou uma Taça de Portugal, o que não justificaria, à partida, tamanho apego por parte dos associados que “condenaram” no passado treinadores vitoriosos. É certo que o seu ano e meio à frente do Benfica coincidiu com o período áureo do FC Porto de Mourinho, e que os 74 e 75 pontos alcançados em 2002/03 e 2003/04 seriam suficientes para ser campeão em 2004/05 ou 2006/07. E é um pouco essa a resposta que Camacho terá que dar, confirmando o “mito” e a aura de conquistador, finalmente com triunfos relevantes como treinador.
Em relação a Trapattoni está bem no Salzburgo, onde procura colocar o clube na fase de grupos da Liga dos Campeões e repetir o título da temporada anterior, algo que se afigura complicado atendendo ao crescimento competitivo dos rivais. O seu trabalho no Benfica finalizou com o quebrar do longo jejum de títulos, maximizando de forma inteligente os parcos recursos à sua disposição.

Qual o melhor jogo do Benfica de Camacho na primeira passagem do espanhol pela Luz?
O mais espectacular talvez tenha sido o 6-2 em Setúbal, frente ao Vitória orientado por Luís Campos, com 3 golos de Simão Sabrosa. Mas mais do que grandes jogos, o Benfica de Camacho destacou-se por algumas vitórias importantes: as duas de Alvalade, a da final da Taça diante do FC Porto e a do trágico jogo de Guimarães acabam por ser algumas das mais marcantes.

Vamos ser campeões com quantos pontos de avanço?
Bastará um ponto de vantagem, mas é um objectivo difícil para esta temporada atendendo às vicissitudes ocorridas nas últimas semanas, que levam o Benfica a iniciar uma época em registo de pré-época, logo com um atraso significativo em relação aos rivais FC Porto e Sporting. Passará e muito por Camacho impedir que o Benfica perca mais pontos nesta fase inicial, em que terão que ser criadas rotinas em competição, como também chegar à fase de grupos na Liga dos Campeões, algo que não conseguiu em 2003/04, perante uma Lazio bem mais poderosa que o modesto Copenhaga. A próxima jornada de Liga, atendendo ao clássico, poderá permitir recuperar no imediato o atraso pontual após o empate da 1ª jornada, o que poderá ser um excelente mote para os restantes 28 jogos.
Numa análise aos números de Jose Antonio Camacho como treinador do Benfica necessitará de uma maior regularidade nos confrontos com os “grandes” – 1 ponto em 9 possíveis frente ao FC Porto ; 2 vitórias em Alvalade frente ao Sporting, mas 2 derrotas na Luz – e quebrar algumas “malapatas” com clubes médio-europeus: apenas 1 vitória em 4 jogos com o Boavista ; apenas 1 vitória em 3 jogos com a União de Leiria ; e os dois empates caseiros frente ao Moreirense, então treinado por Manuel Machado, actual treinador da Académica. A redução de 18 para 16 clubes também parece não ajudar muito: em 2002/03, Camacho somou 12 pontos em 12 possíveis com os classificados entre o 15º e o 18º lugar ; em 2003/04, Camacho somou 22 pontos em 24 possíveis com os classificados entre 15º e o 18º lugar.


O TERCEIRO DEPOIS DE DEUS

domingo, 8 julho 2007

Diego Maradona e Careca

É possível que possa vir a ser o terceiro melhor futebolista do Mundo: porque o melhor é Diego, o segundo também é Diego e eu poderei vir a ser o terceiro.

Careca, antigo internacional brasileiro e colega de Diego Armando Maradona no Nápoles


triângulo escaleno | 3-12-2006

segunda-feira, 4 dezembro 2006






No primeiro Triângulo Escaleno de Dezembro contamos com um convidado muito especial. É um momento esperado pelos autores do programa, já que Rui Malheiro vive em Braga e não desce à capital muitas vezes.

Estamos a falar de uma grande figura que vai ter muito para contar tanto na música como no futebol. Esperem um grande programa em que a conversa será seguramente do mais interessante que pode haver sobre assuntos tão normais nas várias edições do nosso programa.

em http://triangulo-escaleno.blogspot.com/


jornal record

quarta-feira, 11 outubro 2006



jornal record, 11 de outubro de 2006.


fhm | fevereiro de 2006

sábado, 21 janeiro 2006

FHM - Fevereiro de 2006


Balanço da 1ª volta (III)

quinta-feira, 12 janeiro 2006

Pedro Emanuel: o jogador com melhor média pontual entre os mais utilizados

Jogadores:

Totalistas: Bruno Vale (*), Tony da Silva e Rafael Coutinho (Estrela da Amadora), Janício (Vitória de Setúbal), Jorge Baptista (Gil Vicente), Marco Aurélio (Belenenses), Marcos Oliveira (Marítimo), Miguelito (Nacional), Mora (Rio Ave), Paulo Santos (Sp. Braga), Paulo Sousa (Paços de Ferreira), Pedro Roma (Académica) e Vítor Baía (FC Porto) - 17 jogos, 1530 minutos

(*) foi substituido nos descontos na partida diante do Vitória Guimarães

Melhor média de pontos por jogo (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados):

1. Pedro Emanuel (FC Porto), 2,692 (11 jogos)
2. Pepe (FC Porto), 2,6 (10 jogos)
3. Hugo Leal (Sp. Braga), 2,556 (9 jogos)
4. Lisandro López (FC Porto), 2,5 (14 jogos)
5. Alan (FC Porto), 2,462 (13 jogos)

Mais vitórias: César Peixoto, 12 vitórias, em 16 jogos ; Jorginho, Vítor Baía e Lucho González, 12 vitórias, em 17 jogos. (todos jogadores do FC Porto)

Mais empates: William Souza, 8 empates, em 14 jogos ; Tiago e Diogo Valente, 8 empates, em 16 jogos ; Manuel José, 8 empates, em 17 jogos (todos jogadores do Boavista)

Mais derrotas: Welligton, 12 derrotas, em 16 jogos ; Roberto, 12 derrotas, em 17 jogos (ambos jogadores do Penafiel).

Menos vitórias (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados): Odaír, 0 vitórias, em 13 jogos ; Nuno Santos e José Rui, 0 vitórias, em 10 jogos ; Pedro Araújo, 0 vitórias, em 9 jogos. (todos jogadores do Penafiel).

Menos derrotas (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados): Pedro Emanuel (FC Porto), 0 derrotas, em 13 jogos ; Paulo Assunção (FC Porto), 0 derrotas, em 11 jogos ; Pepe (FC Porto), 0 derrotas, em 10 jogos ; Hugo Leal (Sp. Braga), 0 derrotas, em 9 jogos.

Golos:

Melhores Marcadores: Nuno Gomes (Benfica), 12 ; Meyong (Belenenses), 11 ; Liedson (Sporting) e André Pinto (Nacional), 10 ; Marcel (Académica), 9

Mais eficazes:

1. Meyong - 11 golos, em 15 jogos - 1 golo a cada 114 minutos
2. André Pinto - 10 golos, em 16 jogos - 1 golo a cada 116 minutos
3. Nuno Gomes - 12 golos, em 17 jogos - 1 golo a cada 124 minutos
4. Liedson - 10 golos, em 15 jogos - 1 golo a cada 129 minutos

Jokers:

1. Rincón (Marítimo) - 4 golos como suplente utilizado
2. William Souza (Boavista) - 3 golos como suplente utilizado

Auto-golos:

1. Milhazes (Rio Ave), 2

Guarda-redes menos batido (apenas jogadores com mais de metade dos jogos realizados):

1. Marcelo Moretto (Vitória Setúbal/Benfica), 4 golos sofridos, em 16 jogos (0,25% por jogo) ; 11 dos 16 jogos sem sofrer golos
2. Diego Benaglio (Nacional), 8 golos sofridos, em 13 jogos (0,46% jogo) ; 8 dos 13 jogos sem sofrer golos
3. Vítor Baía (FC Porto), 10 golos sofridos, em 17 jogos (0,59% jogo) ; 10 dos 17 jogos sem sofrer golos

Guarda-redes (minutos sem sofrer golos):

1. Marcelo Moretto (Vitória Setúbal) - 661 minutos sem sofrer golos (jornada 8 à 15)
2. Paulo Santos (Sp. Braga) - 593 minutos sem sofrer golos (jornada 1 à jornada 7)
3. Diego Benaglio (Nacional) - 487 minutos sem sofrer golos (jornada 8 à jornada 13)

(In)Disciplina:

Mais indisciplinado: Gregory Arnulin (Gil Vicente) - 7 amarelos, 1 vermelho directo, em 14 jogos
Mais cartões amarelos: Cadú (Boavista) e Paulo Sousa (Paços Ferreira) - 9 amarelos
Mais cartões vermelhos: Rodolfo Lima (Gil Vicente) - 2 vermelhos (1 directo, 1 por acumulação)



Treinadores:

Melhor média de pontos por jogo:

1. Basílio Marques (Vitória Guimarães), 3 (1 jogo)
2. Co Adriaanse (FC Porto), 2,353 (17 jogos)
3. Ronald Koeman (Benfica) e Manuel Machado (Nacional), 2 (17 jogos)

Pior média de pontos por jogo:

1. João Abel (Marítimo), 0 (1 jogo)
2. Vítor Pontes (Vitória Guimarães), 0,333 (3 jogos)
3. José Gomes (União Leiria), 0,4 (5 jogos)

Efeito chicotada:

Belenenses: Carlos Carvalhal: 1,125 (8 jogos) ; José Couceiro: 1,222 (9 jogos) - melhoria muito ligeira
Marítimo: Juca, 0,5 (4 jogos) ; João Abel, 0 (1 jogo) ; Paulo Bonamigo, 1,667 (12 jogos) - francas melhorias
Naval: Manuel Cajuda, 0,846 (13 jogos) ; Álvaro Magalhães, 0,75 (4 jogos) - sem efeitos
Sporting: José Peseiro, 1,714 (7 jogos) ; Paulo Bento, 1,8 (10 jogos) - melhoria muito ligeira
União Leiria: José Gomes, 0,4 (5 jogos) ; Jorge Jesus, 1,833 (12 jogos) - francas melhorias
Vitória Guimarães: Jaime Pacheco, 0,769 (13 jogos) ; Basílio Marques, 3 (1 jogo) ; Vítor Pontes, 0,333 (3 jogos) - sem efeitos
Vitória Setúbal: Luís Norton de Matos, 1,933 (15 jogos) ; Hélio Sousa, 0,5 (2 jogos) - em quebra acentuada



Resultados:

Vitórias Consecutivas: Benfica (13-em curso), Vitória Setúbal (10-14), Benfica (4-8), 5 vitórias
Jogos sem perder: FC Porto (8-em curso), 10 jogos sem perder
Jogos sem sofrer golos: Benfica (12-em curso), Vitória Setúbal (9-14), Sp. Braga (1-6), 6 jogos sem sofrer golos
Derrotas Consecutivas: Naval (10-16), 7 derrotas consecutivas
Jogos sem vencer: Naval (8-16), 9 jogos sem vencer
Jogos sem marcar golos: Estrela da Amadora (8-12), 5 jogos sem marcar golos.

Mais Comuns:

1-0: 46 vezes
2-0: 29 vezes
2-1: 21 vezes
2-2: 15 vezes
0-0: 10 vezes

Médias de Idades:

Equipa mais velha: Rio Ave - frente ao Marítimo, em casa - 29,0
Equipa mais nova: Estrela da Amadora - frente à Académica, fora - 23,6
Golo 'mais velho': João Pinto (Boavista, frente ao Penafiel) - 34,3
Golo 'mais jovem': Nani (Sporting, frente ao Boavista) - 18,9

Nacionalidades:

Maior percentagem de utilização de jogadores portugueses: Boavista - 77,73%
Menor percentagem de utilização de jogadores portugueses: Marítimo - 17,72%
Maior percentagem de goleadores portugueses: Estrela da Amadora - 85,71%
Menor percentagem de goleadores portugueses: Marítimo e Académica - 0%

48,6% dos jogadores utilizados são portugueses ; seguem-se brasileiros (34,9%), cabo-verdianos (2,6%), argentinos (2,2%) e franceses (1,9%).
46% dos golos são apontados por jogadores brasileiros ; seguem-se portugueses (33,6%), argentinos (4%), camaroneses (3,7%) e senegaleses (2,5%).


Balanço da 1ª volta (II)

quinta-feira, 12 janeiro 2006

FC Porto: Campeão de Inverno

Remates:

. O FC Porto é a equipa que mais remata na Liga: 249 remates em 17 jogos. Segue-se o Benfica com 224 remates e a União de Leiria com 199. Surpreendentemente o Vitória de Guimarães, pior ataque da Liga, é a quarta equipa que mais remates faz: 195, dos quais apenas 81 levaram a direcção da baliza. O Sporting aparece na 6ª posição, com 189 remates efectuados, menos dois do que a Naval. Ao invés, o Vitória de Setúbal é a equipa que menos remates efectua: 138, mas com um dado curioso: são mais os que levam a direcção da baliza (70), dos que os que saem desenquadrados (68). Penafiel, com 148 remates, e Gil Vicente, com 151, são as outras equipas menos rematadoras.

. O Benfica é a equipa que mais remates consegue levar em direcção à baliza: 113, mais um do que o FC Porto. Segue-se a União de Leiria, com 95 remates à baliza, logo seguida de Sporting, com 94. O Penafiel, com 61 remates à baliza, apresenta o pior registo, seguido de Estrela da Amadora (65) e Belenenses (66).

. Se olharmos para a eficácia no remate, o Gil Vicente é o surpreendente líder do ítem. É que a formação de Barcelos remata pouco, mas 77 dos seus 151 remates levaram a direcção da baliza (51% de eficácia). Sp. Braga (50,6%), Vitória de Setúbal (50,7%) e Benfica (50,4%) são as outras equipas que apresentam registos positivos. Curiosamente, o FC Porto, que é a equipa que mais remata, ocupa um modesto 9º lugar neste ítem, devido ao facto de 137 dos seus 249 remates sairem desenquadrados da baliza. O Belenenses é a equipa menos eficaz nesse aspecto, já que apenas 67 dos seus 175 remates levaram a direcção da baliza: 38,3% de eficácia no remate.

Faltas:

. O Estrela da Amadora é a equipa mais faltosa da Liga, situação a que não será alheio o facto de jogar habitualmente com três médios de características mais defensivas. A formação da Reboleira soma 372 faltas, mais 19 que a Naval. Paços Ferreira, Penafiel e Vitória de Guimarães completam o 'top 5' das equipas mais faltosas da Liga. Ao invés, a União de Leiria, que habitualmente actua com apenas um médio de características defensivas, é a equipa menos faltosa: 262, menos 110 que o Estrela da Amadora. FC Porto e Benfica seguem-se entre os menos faltosos, com a curiosidade dos 'encarnados' verem um cartão a cada 5,8 faltas, enquanto que os portistas vêm um cartão a cada 7,6 faltas, média apenas superada por Vitória de Setúbal (8,7 faltas por cartão) e Sp. Braga (7,7 faltas por cartão).

. O Benfica é a equipa que mais faltas sofre nesta Liga: 339, o que perfaz uma média de quase 20 faltas por jogo. União de Leiria (335) e Nacional (326) seguem-se nesta classificação, onde o FC Porto ocupa o 7º lugar (312) e o Sporting o 12º (294). A equipa que menos falta sofre é o Paços de Ferreira: 265, o que perfaz uma média de 15,6 faltas sofridas por jogo.

. A equipa mais penalizada por cartões nesta Liga é o Gil Vicente, que já soma 61 cartões, seguindo-se Estrela da Amadora (59) e Naval (58). A formação de Barcelos é também a mais penalizada numa proporção entre cartões e faltas: a cada 5,1 faltas um jogador gilista vê um cartão, seguindo-se Boavista (5,4) e Benfica (5,8). Refira-se que o Boavista sofre mais faltas do que as que comete (315-303). A equipa menos penalizada com cartões é o Vitória de Setúbal (31), seguindo-se FC Porto e Sp. Braga, ambos com 35 cartões.


Cantos:

. O FC Porto é a equipa que mais pontapés de canto conquista na Liga: 118. Contudo, desses 118, apenas 3 resultaram em golo, o que demonstra um aproveitamento relativamente baixo desse tipo de situação. É aí que o Vitória de Setúbal se destaca: a cada 19 cantos os sadinos marcam um golo, somando já três neste campeonato, sendo, curiosamente, de longe a equipa que menos pontapés de canto conquista (57). Sp. Braga e Naval foram as equipas que, até ao momento, mais golos apontaram a partir de pontapés de canto (4), enquanto que Rio Ave, Académica e Estrela da Amadora ainda não tiraram qualquer partido desse tipo de situação. Curiosamente, a formação da Reboleira, muito por causa do jogo de Manú e Semedo, é a 5ª que mais cantos conquista.

. O FC Porto é também a equipa que menos cantos sofre: 60, o que perfaz uma média pouco superior a 3,5 por jogo. Seguem-se Sporting (61), Benfica e Vitória de Guimarães (64). Ao invés, o Vitória de Setúbal é a equipa que mais pontapés de canto cede (134), seguindo-se Penafiel (102) e Boavista (99).

Golos:

Bola Corrida:

+ FC Porto (22), Nacional (17), Sporting e Benfica (16)
- Vitória Guimarães e Gil Vicente (7), Vitória de Setúbal e Penafiel (8)
Destaques Individuais: Nuno Gomes (Benfica) e André Pinto (Nacional), 9 golos na sequência de lances de bola corrida.

Livre ou sequência de livre:

+ Benfica (5), Sp. Braga e Sporting (4)
- Estrela da Amadora (0), Belenenses, Naval, FC Porto, Vitória Guimarães e Penafiel (1)
Destaques Individuais: Petit (Benfica) e Liedson (Sporting), 2 golos de livre ou na sequência de livres.

Cantos:

+ Sp. Braga e Naval (4)
- Académica, Rio Ave e Estrela da Amadora (0)
Destaques Individuais: João Tomás (Sp. Braga), César Peixoto (FC Porto), Lito (Naval), Auri (Vitória Setúbal), Rincón (Marítimo), todos com 2 golos apontados na sequência de pontapés de golo.

Grande Penalidade:

+ Académica e Boavista (3)
- União Leiria, Sp. Braga e Vitória Guimarães (0).
Destaques Individuais: Marcel (Académica, 3 golos em 3 grandes penalidades) ; Diego Benaglio (Nacional, 2 grandes penalidades defendidas) ; Liedson (Sporting, 2 grandes penalidades despediçadas)

Académica e Boavista foram também as equipas que mais grandes penalidades beneficiaram (4, ambas as equipas falharam uma). O Sp. Braga é a única equipa que, até ao momento, não beneficiou de qualquer grande penalidade. Sporting e União Leiria já desperdiçaram duas grandes penalidades. Naval, Gil Vicente e Nacional foram as equipas que mais grandes penalidades sofreram (4). Diego Benaglio, guarda-redes do Nacional, defendeu duas, destacando-se nesse ítem.

Assistências para golo:

+ FC Porto (18), Nacional (16), Benfica (15)
- Vitória Guimarães (6), Gil Vicente, Vitória de Setúbal e Estrela da Amadora (8)
Destaques Individuais: Jorginho (FC Porto), Nélson (Benfica), Maciel (União Leiria) e Ricardo Quaresma (FC Porto), 5 assistências.


Balanço da 1ª volta (I)

quarta-feira, 11 janeiro 2006

Classificação:

Classificação

Líder em 10 das 17 jornadas, o FC Porto chega ao final da primeira volta como líder justo da prova. É certo que a defesa tem sido o calcanhar de aquiles da equipa, ao contrário do que é habitual, mas a titularidade de Paulo Assunção a partir da 8ª jornada equilibrou a equipa, não sendo por acaso que o FC Porto passou a sofrer menos golos e nunca perdeu com o médio defensivo brasileiro em campo. Foi também o render de guarda de Adriaanse em relação às suas concepções de futebol ultra-ofensivo, imagem portista das primeiras jornadas. Ainda assim, para além do maior número de vitórias (12) e menor número de derrotas (1), o FC Porto tem o melhor ataque da prova com 29 golos marcados e o melhor saldo entre golos marcados e sofridos: 19.
O campeão Benfica faz a viragem no momento mais alto da temporada: 2º lugar, fruto de cinco vitórias consecutivas. É a segunda vez que os 'encarnados' alcançam tal feito intervalado por 4 jogos sem vencer, depois de um início de temporada desastroso: 1 ponto em 3 jogos. Há seis jogos sem sofrer golos, o Benfica também reequilibrou as contas defensivamente - 5ª melhor defesa - e apresenta o segundo ataque mais realizador da prova, a par do Sporting, com 25 golos marcados. Os 'leões', actualmente no 5º posto da classificação, têm pecado sobretudo no aspecto defensivo, apresentando uma média superior a 1 golo sofrido por jogo, ao nível de Belenenses e Gil Vicente, as primeiras equipas acima da linha de água. A irregularidade foi a imagem de marca leonina nesta primeira volta do campeonato, onde apenas em quatro jornadas (todas no início da prova, ainda com José Peseiro) se situaram em zona de acesso à Liga dos Campeões.
As boas carreiras de Nacional, Sp. Braga e Vitória de Setúbal são outros aspectos a reter na primeira volta, o que demonstra também a vitória das concepções mais rígidas e tácticas na Liga 2005/06. O Nacional, de Manuel Machado, parece disposto a superar todos os 'records' alcançados por Casemiro Mior há duas épocas atrás. Aliás, em 2003/04, época em que os madeirenses terminaram a prova em 4º lugar, o Nacional fez a mudança de volta com menos 11 pontos e estabilizado no 8º lugar, posição mais vezes ocupada até aí. Este ano, ao invés, a equipa esteve mais de 1/3 da primeira volta no 2º posto, baseando essa regularidade por cima numa estrutura defensiva sólida, alicerçada pela segunda defesa menos batida da competição. Em termos ofensivos, a equipa foi-se também tornando mais eficaz, e já tem o quarto ataque mais realizador do campeonato, a par da União de Leiria.
O Sp. Braga, por sua vez, teve um arranque demolidor, conseguindo a liderança da prova durante cinco jornadas consecutivas, entre a 7ª e a 11ª ronda. A partir daí, a formação de Jesualdo Ferreira entrou em quebra, descendo degraus na tabela, fruto de inúmeras lesões, que parecem agora caminhar para uma retoma. Com apenas 19 golos marcados - apesar dos 6 golos marcados a Benfica e Sporting -, a solidez defensiva foi a grande imagem de marca da equipa - 1 golo sofrido nas primeiras 9 jornadas -, mas que se tem vindo a desfazer lentamente - cinco derrotas nas últimas 8 jornadas, onde apenas diante da Académica não sofreu golos.
Já o Vitória de Setúbal, em ano complicadíssimo, quer pelos problemas financeiros, quer pelas mudanças profundas realizadas no plantel, acabou por ser a maior surpresa desta primeira volta, terminada em quebra. Nada que retire brilho a um conjunto que ainda é a melhor defesa da prova - em 11 dos 17 jogos não sofreu golos - mas que apresenta o 3º pior ataque - apenas 14 golos apontados, não sendo por acaso que é a equipa que menos remata à baliza no campeonato.
Em relação aos restantes clubes, destaque para o elevado número de empates do Boavista (8), com Carlos Brito a somar 87 empates em 259 jogos como treinador. Os 'axadrezados', que se situaram durante semanas consecutivas na 7ª posição, acabavam a volta em quebra, fruto de 1 ponto em 4 partidas, caindo no 8º posto, a 7 pontos do 5º lugar. Em ascensão está a União de Leiria, que atingiu o ponto mais alto da temporada (7º lugar), sendo notórias as melhorias desde que Jorge Jesus (7v, 1e, 4d) rendeu José Gomes (0 v, 2 e, 3 d) no comando técnico da equipa. Aliás, em 12 jornadas, a União de Leiria transformou-se de pior ataque do campeonato (1 golo em 5 jogos), num dos mais realizadores: 21 golos apontados desde que Jesus assumiu o comando técnico da equipa, o que perfaz uma média ligeiramente inferior a 2 golos marcados por jogo.
Na parte baixa da classificação, o destaque negativo vai para o Penafiel, praticamente condenado à descida, com 7 pontos em 17 jogos, e apenas uma vitória, diante da Académica. Os penafidelenses são também o segundo pior ataque da Liga (12 golos marcados) e a pior defesa: 31 golos, quase atingindo a média de 2 tentos sofridos por jogo. Também muito abaixo das expectativas tem estado o Vitória de Guimarães, pior ataque do campeonato com apenas 9 golos marcados em 17 jogos. Só por uma vez, depois da vitória caseira diante do Marítimo, os vimaranenses estiveram acima da linha de água. Nos lugares de descida também está a Naval, primeiro líder da Liga, que depois de um início promissor, foi descendo degraus na tabela classificativa, fruto de sete derrotas consecutivas. Os figueirenses, ainda assim, têm um registo de golos marcados superior ao das equipas que lutam pela fuga à descida, mas apresentam a 2ª pior defesa da prova: 28 golos sofridos. A Académica, em quebra depois de ter atingido o ponto mais alto da época (9º lugar à 14ª jornada), completa o lote das equipas em zona de descida, mas curiosamente a apenas 5 pontos do 7º lugar. Os mesmos 5 pontos que a separam do 16º e 17º: Naval e Vitória de Guimarães, e a apenas um ponto de um grupo de 3 equipas formado por Rio Ave, Belenenses - duas das maiores desilusões do campeonato - e Gil Vicente.

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Jornada 17: Balanço

terça-feira, 10 janeiro 2006

Benfica soma a sua quinta vitória consecutiva

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. Com o triunfo diante do Paços de Ferreira, o Benfica alcança a sua 5ª vitória consecutiva no campeonato. Foi também o sexto jogo consecutivo em que os 'encarnados' não perderam e não sofreram qualquer golo: são já 540 minutos com a baliza inviolada. Se só analisarmos as partidas disputadas em casa, o Benfica somou o seu 3º triunfo consecutivo e 8º jogo sem perder na condição de visitado, melhor registo do campeonato.

. A vitória sobre o Boavista, permitiu ao FC Porto prosseguir a sua série de jogos sem perder: 10. Foi também o quarto triunfo consecutivo da equipa de Co Adriaanse, que não perde pontos desde o empate caseiro com o Sporting.

. Ao vencer em Vila do Conde, a União de Leiria alcançou a sua terceira vitória consecutiva no campeonato. Foi também o terceiro triunfo consecutivo dos leirienses na condição de visitantes, igualando o melhor registo de sempre do clube na divisão maior do nosso futebol alcançado por Manuel José em 2000/01: Guimarães, Estrela da Amadora, Rio Ave, com um impressionante registo de 7-2 entre golos marcados e sofridos.

. Com a vitória sobre o Vitória Guimarães, o Estrela da Amadora confirma o bom momento que atravessa: quatro vitórias nos últimos cinco jogos, depois de uma série de seis jogos sem vencer.

. Finalmente, um triunfo. Após sete derrotas consecutivas e nove jogos sem vencer, a Naval, quase três meses depois da sua última vitória diante do Belenenses, derrotou o Penafiel, alcançando o Vitória de Guimarães, curiosamente o seu próximo adversário, na classificação.

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. Prossegue o registo negativo do Penafiel. Num jogo de extrema importância para prosseguir na luta contra a despromoção, a equipa penafidelense foi goleada na Figueira da Foz, por 1-4. Foi a quinta derrota consecutiva da formação de Luís Castro, que já não vence há 8 jornadas.

. O Paços de Ferreira somou a sua terceira derrota consecutiva. Desde a polémica vitória diante do Sp. Braga, a formação de José Mota só perde: Belenenses (F), Marítimo (C) e Benfica (F).

. Segunda derrota consecutiva do Vitória de Guimarães, que não confirmou a recuperação que parecia iniciar-se com a vitória em Penafiel e com o empate no Bessa. Vítor Pontes continua assim sem ganhar, a equipa prossegue nos lugares de descida, e apenas venceu por uma vez nas últimas seis partidas.

. Académica e Boavista também atravessam fases negativas, pois não vencem há quatro partidas. A equipa de Coimbra, ainda assim, conquistou um ponto num terreno complicado (Barreiros), o seu segundo nos últimos quatro jogos. O Boavista, que perdeu no Dragão, atravessa a pior fase da época: 1 ponto nos últimos quatro jogos, e continua a mostrar debilidades fora de casa, onde ainda não ganhou esta temporada, sendo que o último triunfo aconteceu há quase um ano, quando derrotou o Nacional na Choupana. São já 15 jogos sem vencer como visitante, algo que não acontecia desde 1985/86: 17 jogos, 1 ano e 1 mês sem vencer fora de casa.

. Terceira derrota em casa do Rio Ave. A equipa de António Sousa atravessa um mau momento e os lugares de descida aproximam-se: nos últimos 9 jogos, a formação de Vila do Conde apenas venceu uma vez.


Jornada 17: Notas tácticas

domingo, 8 janeiro 2006

FC Porto - Boavista

FC Porto 1 - 0 Boavista

FC Porto (Co Adriaanse): Fiel ao 4x3x3. Vitor Baía na baliza ; defesa de quatro com Ricardo Costa e César Peixoto nas laterais, Pepe e Pedro Emanuel no centro da defesa ; meio-campo com três unidades: Paulo Assunção como médio mais defensivo, apoiado, em situação defensiva, pelo médio volante ofensivo Lucho González, que, em posse de bola, apoia o médio mais ofensivo Diego ; Lisandro Lopez e Ricardo Quaresma jogaram sobre as alas, alternando em várias situações, com Hugo Almeida, no lugar do ausente Benni McCarthy, como unidades mais adiantada.
As três alterações efectuadas foram posicionais, situação normal no técnico holandês quando em vantagem no marcador: Marek Cech, apenas pela 3ª vez utilizado, rendeu o lesionado César Peixoto ; Hugo Almeida cedeu o seu lugar a Jorginho, que ocupou uma das alas, obrigando ao deslocamento de Lisandro para uma posição central ; Alan, por fim, rendeu Ricardo Quaresma, colando-se mais à esquerda, com Jorginho no flanco oposto.

Boavista (Carlos Brito): O esquema habitual: entre o 4x2x3x1 com posse de bola e o 4x4x2 sem bola. Carlos foi o guarda-redes ; a defesa de quatro unidades contou com Hélder Rosário - aposta ganha - e Areias nas laterais, enquanto que Cadú e Ricardo Silva - 2º jogo da temporada - formaram a dupla central defensiva. A meio-campo, Tiago e Lucas formaram a dupla de médio mais defensivos, com Manuel José e José Manuel sobre as alas. João Pinto, muito mais 2º avançado do que médio ofensivo, actuou muito próximo de Fary Faye.
Três alterações efectuadas, todas também posicionais. Ao intervalo, Carlos Brito tirou Lucas, penalizado cedo com amarelo, e um apagado José Manuel, lançando Paulo Sousa - estreia do reforço de Inverno - e Paulo Jorge, sem qualquer alteração táctica, ainda que a entrada do ex-Estoril tenha dado maior dinamismo a meio-campo. Já perto do fim, o técnico do Boavista rendeu Fary - tocado - por Cafú, que se posicionou como unidade mais adiantada do conjunto.

Benfica - Paços de Ferreira

Benfica 2 - 0 Paços de Ferreira

Benfica (Ronald Koeman): Primeiro jogo de 2006 com novidades, ainda que não do ponto de vista táctico. O treinador holandês mantém-se fiel ao 4x4x2, entre o 4x2x3x1 sem posse de bola e um 4x2x4 ofensivo. Com menos de uma semana de treinos, Marcelo Moretto foi titular, roubando o lugar a Quim, que em sete jogos para o campeonato, conseguiu manter a baliza inviolada em seis. A defesa de quatro unidades contou com Alcides e Nélson nas laterais, com o luso-cabo-verdiano a regressar à esquerda, onde chegara a ser utilizado no início da época. Anderson e Ricardo Rocha, face à baixa de Luisão, reeditaram a dupla de centrais utilizada diante do Boavista. A meio-campo, Petit, mais fixo, e Beto, mais solto, faziam a dupla de médios centro, com Geovanni e Simão Sabrosa abertos nas alas, no apoio a uma dupla de ataque formada por Nuno Gomes e Miccoli.
As três substituições não trouxeram novidades tácticas: ainda com 1-0, Koeman abdicou de um 'ultra-pesado' Miccoli, estreando Laurent Robert, o que obrigou a uma deslocação de Simão para a direita, enquanto que Geovanni se juntou a Nuno Gomes na frente. Aposta ganha, já que a jogada do golo inicia-se em Robert, prosseguiu em Simão e foi concluida por Geovanni, na sua estreia como goleador na corrente Liga. Depois, Geovanni foi rendido pelo estreante Manduca, que se posicionou na frente de ataque ao lado de Nuno Gomes, agora mais fixo. Por fim, Petit cedeu o seu lugar a Manuel Fernandes nos últimos minutos.

Paços de Ferreira (José Mota): Pela primeira vez esta época, o treinador pacense abdicou do 4x3x3 como estratégia inicial, apostando num esquema que se procurava encaixar nos desdobramentos do adversários: entre o 5x3x2 defensivo e o 4x1x2x1x2 com posse de bola, de forma a ter vantagem numérica a meio campo e fazer face aos dois avançados dos 'encarnados'. Peçanha foi o guarda-redes ; a defesa contou com Mangualde - produto das escolas do Sporting, estreou-se na Liga, face ao castigo do habitual Primo - e Fredy nas laterais, enquanto que João Duarte - pela primeira vez titular -, Emerson e Geraldo - este na dupla missão de 3º central quando a equipa defendia e trinco quando a equipa partia para o ataque - formavam o tridente central defensivo. À frente desta linha, dois médios volantes: Júnior, com mais liberdade, ocupava um espaço entre o centro e a direita, enquanto que Paulo Sousa, que viu o 9º amarelo na Liga, actuava mais fixo, num espaço entre o centro e a esquerda. Júnior Bahia, de regresso aos 'castores' por empréstimo do Marítimo, era o médio mais ofensivo, no apoio à dupla de avançados móveis formada por Didi e Edson, a variarem entre a direita e a esquerda, sempre à procura de diagonais.
Um minuto antes do Benfica chegar ao 0-2, Mota arriscou. Faltava vinte e cinco minutos para o fim e fez a sua equipa regressar ao 4x3x3 habitual, abdicando do central João Duarte, para lançar Edinho na frente, fixando Geraldo a central e Paulo Sousa como médio mais recuada. A aposta saiu furada. Perto do fim, acabou por retirar os 'esgotados' Didi e Edson, fazendo entrar Alexandre, que fortaleceu o meio campo, com Júnior Bahia a descair mais para as alas, e Rui Dolores.


Sp. Braga 3 - 2 Sporting

sábado, 7 janeiro 2006

Sp. Braga - Sporting

O Sp. Braga, de Jesualdo Ferreira, apresentou-se no tradicional 4x3x3. Paulo Santos foi o guarda-redes ; a defesa de quatro unidades contou com Nunes e Nem no centro da defesa, enquanto que Luis Filipe e Pedro Costa ocupavam as laterais, sendo que o último estreou-se esta época na Liga, rendendo o lesionado Jorge Luiz, oito meses depois da sua última utilização, curiosamente também diante do Sporting ; Andrés Madrid era o médio mais recuado, com Vandinho, em situação defensiva, a funcionar como segundo médio mais recuado, libertando-se para segundo médio ofensivo em situação de ataque, no apoio a Hugo Leal, regressado à titularidade quase três meses depois do último jogo nessa condição. Nas alas, Davide e Wender, o melhor em campo, de regresso a Braga, provocavam desequilibrios no apoio a João Tomás, na sua melhor exibição esta temporada, que actuava mais fixo entre os centrais adversários.

O Sporting, de Paulo Bento, apostou num esquema que variava entre o 4x1x4x1 e o 4x1x3x2. Ricardo foi o guarda-redes, tendo à sua frente uma defesa de quatro unidades formada por Tonel e Caneira - reforço de Inverno em estreia nesta Liga - ao centro, com Miguel Garcia e Tello nas laterais. A meio-campo, Custódio era a unidade mais recuada, apoiada por João Moutinho, uma espécie de médio centro volante. João Alves, em noite particularmente infeliz, e Nani, procuravam espaços entre as alas e o centro, onde se encaixavam mais consoante a movimentação de Douala, que alternava entre a esquerda e a direita, para depois procurar diagonais, permitindo o desdobramento do 4x1x4x1 para o 4x1x3x2. Liedson era a unidade mais adiantada dos 'leões'.

[substituições]

1) Mesmo a perder por 0-2 a dez minutos do fim da primeira parte, Paulo Bento esperou pelo intervalo para fazer alterações: abdicou de Custódio e João Alves, para lançar Carlos Martins e Tomané, jovem avançado de 18 anos, da equipa júnior. O treinador dos 'leões' fazia recuar João Moutinho para um papel mais central, assumindo um 4x1x3x2 que se procurava desdobrar em 4x3x3 ou 4x2x4, com os desdobramentos nas alas de Douala e Nani. Jesualdo Ferreira, também aproveitou o intervalo para fazer uma alteração: tirou o temerário Pedro Costa, apostando em Rossato, que já não era utilizado há quase três meses devido a lesão, procurando dar maior dinamismo ao flanco esquerdo, como também ganhar um especialista em lances de bola parada.

2) Ainda com 0-2, mas com o Sporting em crescendo, Jesualdo refrescou as alas, retirando Davide para lançar Cesinha, o que obrigou Wender a fixar-se mais à direita. O objectivo era, sobretudo, travar o empertigamento com que a formação de Alvalade mostrara no primeiro quarto de hora da segunda parte.

3) Depois do Sporting ter alcançado o 2-2, que fazia antever a estreia do coreano Kim, Wender desfez a igualdade seis minutos depois. Jesualdo reagiu imediatamente reforçando o meio campo defensivo com Sidney, passando a jogar num 4x3x3 com dois médios defensivos, enquanto que Paulo Bento, pouco depois, abdicou de Tello para lançar mais um jovem júnior nas alas: David Caiado, também de 18 anos, assumindo uma espécie de 3x3x4, sem resultados práticos.

[notas]

. Com esta vitória, o Sp. Braga consolida o estatuto de equipa mais forte em casa da Liga: 22 pontos, fruto de 7 vitórias, 1 empate e 1 derrota. A formação de Jesualdo Ferreira continua também a mostrar-se mais forte nas primeiras partes - 2º - do que nas etapas complementares (a meio da tabela). Já o Sporting quebrou um ciclo de duas vitórias consecutivas, sofrendo a sua 4ª derrota em 17 jogos, a 3ª fora de casa, a 2ª com Paulo Bento como treinador. Os 'leões' terminam a primeira volta com 12 pontos conquistados como visitantes, fruto de 3 vitórias, 3 empates e 3 derrotas, para além de uma diferença entre golos marcados e sofridos negativo (-1).

. Wender, que falhara as duas primeiras partidas da época do Sp. Braga, teve um regresso em grande ao Minho, ainda por cima frente à equipa com quem mantem vinculo contratual. O extremo brasileiro, utilizado em 9 jogos pelo Sporting, sempre a partir do banco, regressou aos golos, o que não acontecia desde Março do ano passado, ainda por cima bisando, feito inédito desde 2003/04 em jogos do campeonato. Do outro lado, o lateral direito Abel viu a sua estreia ser adiada por uma semana, tal como aconteceu com 'Pipi' Romagnoli, que não foi convocado. Marco Caneira foi o único 'reforço de Inverno' a estrear-se entre os 'leões', cuja média de idades de jogadores utilizados foi de 23,9: a segunda mais baixa da temporada.

. Liedson, melhor marcador do último campeonato, alcançou o terceiro 'bis' da temporada, segundo consecutivo, depois de ter apontado dois golos diante do Rio Ave. O 'levezinho' atingiu a marca dos 50 golos na principal liga portuguesa, em 76 jogos com a camisola do Sporting. Foi o seu 13º bis.

. O triunfo do Sp. Braga é justo, sobretudo graças à primeira parte da formação de Jesualdo Ferreira. Mas a reacção 'leonina' da etapa complementar, conseguiu equilibrar as contas em termos de estatísticas: o Sp. Braga efectuou 13 remates (9 levaram a direcção da baliza), enquanto o Sporting efectuou 12 remates (7 levaram a direcção da baliza). Mas não deixa de ser curioso observar um aspecto: os bracarenses conseguiram 10 remates dentro da área, enquanto que os 'leões' apenas 5, sendo que foi de fora da área - 7 remates - que o Sporting mais procurou visar a baliza de Paulo Santos. Contudo, o 'bis' de Liedson surgiu a partir de remates dentro da área.


Nacional 2 - 2 Vitória Setúbal

sexta-feira, 6 janeiro 2006

Nacional - Vitória Setúbal

Jogo fraco entre as duas melhores defesas da Liga, que terminou com um empate, bastante saboroso para o Vitória de Setúbal, ao marcar dois golos nos cinco remates que efectuou durante toda a partida. O Nacional, ao invés, rematou até mais do que é habitual neste campeonato, mas viu-se obrigado a assumir as despesas do jogo, algo a que não está habituado, como se viu pelo futebol praticado durante a primeira parte. As alterações feitas por Manuel Machado acabaram por ser decisivas na reviravolta no marcador protagonizada pelos madeirenses, mas Lacombe, perto do fim, após jogada individual, conseguiu o empate, que permite aos sadinos chegarem aos 30 pontos no final da primeira volta.

O Nacional, de Manuel Machado, apresentou um 'onze' até aqui inédito, mas na habitual estrutura caseira de 4x3x3. Diego Benaglio foi o guarda-redes ; a defesa de quatro unidades foi formada por Patacas e Alonso nas laterais, e Ricardo Fernandes, de volta à sua posição natural, e Avalós no eixo central da defesa ; a meio-campo, Cléber Monteiro era a unidade mais recuada, apoiado de perto por Chainho, que, em situação ofensiva, procurava desdobrar-se no apoio a Bruno, o médio de características mais ofensivas ; nas alas, Alexandre Goulart, com mais liberdade, e Miguelito, procuravam apoiar André Pinto.

Hélio Sousa, no seu segundo jogo como treinador principal do Vitória Setúbal, não fugiu muito das concepções apresentadas por Luís Norton de Matos, ainda que agora a equipa tenha menos opções, o que o obrigou a recorrer a alguns elementos menos utilizados e jogadores da equipa B - estes para completarem a lista de ideias. A estrutura táctica sadina passou por um 4x5x1 quando a equipa não tinha a posse da bola, que procurava desdobrar-se entre o 4x3x2x1 e o 4x2x3x1, quando recuperava a posse da bola. Sem Moretto, entretanto transferido para o Benfica, Marco Tábuas regressou à baliza, três meses depois de ter sido titular diante da União de Leiria. A defesa de quatro unidades, contou com Veríssimo e Auri no eixo central, ficando Janício e Adalto nas laterais, com o brasileiro a render o lesionado Nandinho. A meio-campo, Ricardo Chaves foi a unidade mais recuada do meio-campo, apoiado por Binho, no centro-direita, e Bruno Ribeiro, no centro-esquerda, com um deles, quando a equipa recuperava a posse de bola, a procurar assumir-se como unidade mais ofensiva do meio-campo. Nas alas, Pedro Oliveira e Franja - apenas pela segunda vez titular - fechavam defensivamente, procurando depois desdobrar-se ofensivamente no apoio a Fábio Hempel, muito solitário na frente do ataque.

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Belenenses 0 - 2 Gil Vicente

sexta-feira, 6 janeiro 2006

Belenenses - Gil Vicente (foto: MaisFutebol)

Regresso da Liga após a longa paragem de Natal e Ano Novo, com um jogo fraco entre duas equipas que procuram fugir da zona de despromoção e a mostrarem necessidade urgente de fazerem contratações de Inverno: se o Belenenses ainda não 'atacou' o 'mercado', contrariando a lógica das últimas épocas, o Gil Vicente apenas assegurou a aquisição de Mateus, que, devido ao seu estatuto de amador, não deverá poder representar o clube esta temporada. Quanto ao resultado final, vitória justa do Gil Vicente, que, mesmo reduzido a dez unidades desde o final da primeira parte, conseguiu superiorizar-se a um Belenenses amorfo e descrente, sem qualquer fio de jogo e com pouco sentido de baliza: dos 14 remates efectuados pelos 'azuis', apenas quatro levaram a direcção correcta.

O Belenenses, de José Couceiro, apresentou-se no habitual 4x3x3, que varia entre o 4x2x3x1 sem posse de bola e o 4x1x2x2x1 ofensivo. Vindo de duas vitórias consecutivas, segundo melhor registo da temporada, José Couceiro optou por repetir pela terceira vez (também consecutiva) o mesmo 'onze': Marco Aurélio foi o guarda-redes ; a defesa de quatro unidades contou com Rolando e Pelé no eixo central, enquanto que Sousa e Vasco Faísca, ambos protagonistas de exibições medíocres, foram os laterais ; Rui Ferreira actuou à frente do quarteto defensivo, apoiado por Pinheiro, que desenvolveu uma acção entre segundo médio defensivo quando a equipa defendia e interior direito ofensivo quando a equipa atacava, ficando Ruben Amorim, a desempenhar funções entre o centro e a esquerda, com o papel de médio mais ofensivo. Nas alas, Paulo Sérgio e Hassan Ahamada, ambos em noite pouco inspirada, procuravam ser o apoio a Meyong, o avançado mais fixo, que esteve muito desapoiado.

O Gil Vicente, de Ulisses Morais, procurava conseguir a sua segunda vitória consecutiva, depois do triunfo feliz diante do Sp. Braga, algo que só acontecera uma vez até aqui. Para isso, o técnico da formação de Barcelos optou por um esquema de 4x3x3, bastante mais contido do que o adversário, já que em situação defensiva contava com o apoio de Rodolfo Lima (ala esquerdo) no sector intermediário, e que procurava sobretudo explorar a velocidade de Carlitos aberto na ala direita, onde foi uma enorme dor de cabeça para Vasco Faísca (e depois Djurdjevic). Assim, Jorge Baptista foi o guarda-redes ; à sua frente uma linha defensiva de quatro unidades, com Nandinho (que desperdicio!) e João Pedro nas laterais, e Marcos António e Rovérsio a formarem o eixo central defensivo ; à frente da defesa actuou Bruno Tiago, apoiado de perto por Elias, que, em situação ofensiva, procurava libertar-se para interior direito, ficando Gouveia com a missão de médio centro organizador, entre o centro e a esquerda, ainda que, em situação defensiva, praticamente funcionava como terceiro trinco ; nas alas, o decisivo Carlitos, abria à direita, enquanto Rodolfo Lima, que partia muitas vezes da posição de quarto homem de meio-campo, procurava fazer o mesmo à esquerda, no apoio ao possante e extremamente lutador Carlos Carneiro.

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Liga: Jornada 15

domingo, 18 dezembro 2005


661 minutos depois, Marcelo Moretto, guardião do Vitória de Setúbal, voltou a sofrer um golo na Liga portuguesa. Foi apenas o quarto tento sofrido pelos sadinos na competição, que equivale a outras tantas derrotas pela margem minima. Ontem à tarde foi o Marítimo que quebrou o ciclo de cinco vitórias consecutivas da equipa de Norton de Matos, graças a um golo de Rincón - o segundo, em sete jogos - ao minuto 69. Até aí, o futebol ofensivo, mas desgarrado dos locais, esbarrou na 'muralha' defensiva sadina, que só se soltou em desvantagem, ainda que sem grandes efeitos práticos: registo apenas para um remate de Pedro Oliveira, suplente utilizado, à figura de Marcos Oliveira, já em descontos.

Em Braga, o Sporting local voltou a vencer, alcançando o Vitória de Setúbal na classificação. Depois de três derrotas consecutivas e três jogos consecutivos sem vencer, os bracarenses somaram um triunfo sobre a Académica com golos de Nunes e João Tomás, que regressou aos tentos um mês e meio depois. A formação de Nelo Vingada acabou por ser uma das derrotadas da jornada, caindo no 12º posto, ainda que com o mesmos pontos do 10º: quebrou um ciclo de cinco jogos sempre a marcar, num jogo em que se apresentou demasiado retraída, num 4x5x1. A perder, Vingada lançou Luciano, Fernando Moura e Joeano e a equipa tornou-se mais acutilante ofensivamente: é que se na primeira parte a Académica não efectuou nenhum remate na direcção da baliza, na etapa complementar por quatro vezes colocou à prova a atenção de Paulo Santos.

No Restelo, José Couceiro somou o seu segundo triunfo em sete jogos como treinador do Belenenses, diante do Paços de Ferreira, que averbou a sua segunda derrota nos últimos oito jogos, quebrando um ciclo de quatro jogos sem perder. O central Rolando, um ano e dois meses depois do seu último tento, abriu o caminho para uma vitória, consumada por um tento do camaronês Meyong, o seu 10º na prova. Do jogo, realce para o facto da equipa de José Mota ter rematado mais - 12 remates contra 8 do Belenenses -, mas só dois terem levado a direcção da baliza, como também para o facto dos pacenses terem cometido mais do dobro das faltas do adversários - 24 contra 11.

Em Vila do Conde, o Rio Ave regressou às vitórias, com um golo do lateral-direito Zé Gomes, curiosamente de pé esquerdo, a revelar-se decisivo, para nova derrota do Gil Vicente, que permanece abaixo da linha de água, depois de ter somado a sua sétima derrota consecutiva extramuros, a que junta ainda o registo negativo de não ter marcado qualquer golo nessas sete deslocações. Num jogo marcado por um erro clamoro do debutante Nuno Miguel Afonso, árbitro de Lisboa, que não assinalou uma grande penalidade nítida a favor do Gil Vicente já em descontos, o Rio Ave quebrou um ciclo de seis jogos sem vencer, regressando aos triunfos caseiros praticamente três meses depois da última vitória diante do Estrela da Amadora. Quanto à formação de Barcelos, que averbou a sua sétima derrota nos últimos dez jogos, Ulisses Morais terá de repensar estratégias: apresentando-se inicialmente num 5-4-1 que se procurava desdobrar em 3-4-3 ofensivamente, o Gil Vicente conseguiu o feito de não efectuar qualquer remate nos primeiros 45 minutos do prélio, período em que cometeu 13 faltas, as mesmas que o Rio Ave em toda a partida.

Por fim, registo para novo triunfo extramuros da União de Leiria, no regresso de Jorge Jesus à Amadora. Um 'bis' de Paulo César, o segundo consecutivo fora de casa, deu uma vantagem de dois golos aos leirienses nos primeiros trinta minutos, mas o Estrela, que só somou dois triunfos caseiros em oito jogos, ainda reduziu antes do intervalo por Anselmo, que se estrou a marcar na Liga. Apesar de Toni da Conceição ter tentado alargar o ataque, a verdade é que os amadorenses remataram menos na segunda parte, tal como a União de Leiria, que reforçou o sector recuado e o meio-campo defensivo, com as entradas de Renato e Nené. Do jogo da Reboleira destaque pela negativa para a arbitragem de António Resende, que expulsou mal o leiriense Paulo Gomes, terá deixado duas grandes penalidades por marcar (uma para cada lado) e permitiu que um dos seus assistentes assinalasse um fora de jogo num lançamento lateral.


Liga de Honra: Jornada 15

domingo, 18 dezembro 2005

O Beira-Mar segurou a liderança da Liga de Honra, depois de um empate a zero em Olhão, diante do Olhanense, que assim continua a um ponto do líder. Refira-se que foi o quinto empate consecutivo extramuros da formação de Augusto Inácio, onde apenas venceu por uma vez, diante do Maia, há mais de três meses, enquanto que o Olhanense, que esteve muito mais perto de alcançar o triunfo, somou o seu quarto empate em oitos jogos na condição de visitado.
O grande beneficiado deste resultado foi o Portimonense, que ao vencer por 2-0 o Maia saltou para a segunda posição da tabela, ainda que com os mesmos pontos do 'rival' algarvio. Há 11 jogos sem perder, a formação de Diamantino Miranda alcançou mais um triunfo graças a golos de Serjão e Rui Baião, que somou o seu terceiro tento em cinco jogos consecutivos como suplente utilizado, agudizando a crise do Maia, que já não vence há oito jornadas.
Dos restantes jogos da jornada 15, destaques para a vitória do Marco no Barreiro, que custou o lugar de treinador a Rui Bento, assim como para o triunfo do Desp. Aves sobre o Sp. Covilhã, com a equipa do Prof. Neca a confirmar-se como a equipa mais forte no seu reduto nesta Liga - 20 dos 24 pontos conquistados - subindo ao 5º posto da tabela, a apenas dois pontos do Leixões, que não deu sequência aos dois triunfos consecutivos, ao empatar em Vizela. Por fim, referências para as vitórias do Varzim sobre a Ovarense, que terminou a partida reduzida a nove unidades, valendo aos poveiros o quebrar de um ciclo de seis jogos sem vencer, e para o triunfo robusto do Desp. Chaves sobre o Feirense, que valeu a segunda vitória consecutiva dos flavienses no seu reduto e a quarta derrota consecutiva dos comandados de Chaló na condição de visitantes.


Liga: Jornada 14

domingo, 11 dezembro 2005

Paços Ferreira - Sp. Braga

O Sp. Braga somou a sua terceira derrota consecutiva, na deslocação a Paços de Ferreira, onde um golo do extremo Rui Dolores se revelou decisivo, num jogo marcado pelo fraco futebol e por uma arbitragem medíocre de Hélio Santos, com prejuízo para o Sp. Braga, que viu um golo limpo de Nunes ser invalidado por fora de jogo. Com este resultado, a formação de Jesualdo Ferreira viu FC Porto e Nacional fugirem ainda mais na classificação, confirmando a quebra recente: quarta derrota em cinco jogos, todas por 1-0, e também o terceiro jogo consecutivo em que perde e não marca qualquer golo extramuros. Já o Paços de Ferreira manteve o 8º lugar, encurtando a distância para o Boavista para um ponto.

Em Coimbra, Académica e Rio Ave empataram, num jogo em que os vila-condenses não souberam segurar duas vantagens, desperdiçando, por Evandro, uma grande penalidade que poderia valer o 1-3 a dez minutos do fim. O nigeriano Chidi inaugurou o marcador na primeira parte, mas Danilo, aos 53 minutos, alcançou a igualdade, no 10º golo sofrido pelo Rio Ave na sequência de um lance de bola parada nesta Liga. Gaúcho, dois minutos depois, apontou o seu 5º tento da época, e recolocou a equipa de António Sousa em vantagem, que seria desfeita por Marcel, já em descontos, na transformação de uma grande penalidade, que valeu o seu 9º golo da época. Com este resultado as equipas seguraram as suas posições a meio da tabela, ainda que apresentem uma sequência diferente: a Académica soma 10 pontos nas últimas cinco jornadas ; o Rio Ave apenas venceu uma partida nas últimas dez jornadas.

Com Basílio Marques no comando técnico interino da equipa, o Vitória de Guimarães regressou aos triunfos em Penafiel, depois de duas derrotas consecutivas e do despedimento de Jaime Pacheco na última sexta-feira. Foi um golo do internacional tunisino Benachour, ao cair do pano, que garantiu três pontos preciosos aos vimaranenses, colocando justiça no resultado, ainda que o Penafiel, cada vez mais afundado na classificação, tenha razões de queixa da arbitragem, devido à expulsão injusta de N'Doye. Refira-se que foi a sexta derrota dos durienses no seu reduto, onde apenas venceram a Académica, onde apenas marcaram dois tentos - pior ataque caseiro - e sofreram 11 - pior defesa como visitado, juntamente com Naval e Rio Ave.

Em Barcelos, o Gil Vicente colocou um ponto final numa série de oito jogos consecutivos sem vencer, derrotando a Naval, que estreava Álvaro Magalhães no comando técnico. Ainda assim, os golos de Luís Coentrão e Nandinho, este na sequência de uma grande penalidade, não foram suficientes para tirar os 'galos' da zona de descida, onde o emblema da Figueira da Foz está mais 'enterrado': foi a 5ª derrota consecutiva dos figueirenses, que somaram apenas um ponto nos últimos sete jogos.

Ontem, na Choupana, Nacional e Marítimo protagonizaram um sempre ansiado 'derby' madeirense, que se destacou mais pela 'batalha táctica' e intensidade, do que pela qualidade do espectáculo. A vitória acabou por sorrir à formação de Manuel Machado, que manteve o segundo lugar na classificação, com Bruno, antigo jogador do Marítimo, a bisar: o primeiro golo na sequência de um remate de belo efeito, e o segundo, no último lance do jogo, na sequência de um brilhante canto directo. O Marítimo, de Paulo Bonamigo, sofreu a segunda derrota consecutiva, de nada valendo o 5º golo de Kanú na Liga, depois de sete partidas sem perder que coincidiram com a chegada do técnico brasileiro ao comando dos 'verde-rubros'.


Liga de Honra: Jornada 14

domingo, 11 dezembro 2005

Com uma vitória feliz sobre o Varzim, o Beira-Mar segurou a liderança na Liga de Honra, tirando partido do desacerto poveiro na finalização. Um golo do avançado francês Jacob Nicolas quebrou um ciclo de três jogos consecutivos sem vitórias da formação de Augusto Inácio, colocando o Varzim numa situação complicada na classificação, apenas um ponto acima da linha de água, apesar de ser a primeira derrota nos últimos oito jogos, em que somaram seis empates.

Os grandes beneficiados da jornada acabaram por ser Olhanense e Leixões. Os algarvios derrotaram no seu reduto o Vizela, graças a um golo madrugador de Pepa, enquanto que os matosinhenses arrancaram uma preciosa (e dilatada) vitória na Amoreira diante do Estoril, somando o quarto triunfo nos últimos cinco jogos. Jorge Gonçalves bisou, depois de Jorge Duarte ter adiantado a formação de Rogério Gonçalves no marcador.

Nos restantes jogos, destaques para o empate do Portimonense no terreno do Feirense, com novo golo de Rui Baião a valer um precioso ponto, no 11º jogo consecutivo sem perder da formação de Diamantino Miranda, mas também para o empate do Barreirense na Covilhã, onde chegou a usufruir de uma vantagem de dois golos no marcador, e para o triunfo do Marco, com Carlos Brandão no comando interino, diante do Gondomar, e que permitiu ao clube abandonar a zona de descida por troca com o Feirense, quebrando um ciclo de quatro derrotas consecutivas.


Liga de Honra: Jornada 13

segunda-feira, 5 dezembro 2005

Nenhum dos cinco primeiros à partida para a jornada 13 venceu, daí que Portimonense e Leixões, sexto e sétimo à partida para esta ronda, tenham sido os grandes vencedores da jornada: a formação de Diamantino Miranda, que 'saltou' para o grupo de segundos, derrotou o Santa Clara por 3-1, enquanto que os comandados de Rogério Gonçalves, com o estreante Joel a bisar, despacharam o Marco, em quebra, por 4-0, juntando-se ao Estoril no 5º lugar, a apenas dois pontos do líder Beira-Mar.
Refira-se que a formação de Augusto Inácio empatou na deslocação ao terreno do Moreirense, mas continua na liderança, apesar de somar o seu terceiro empate consecutivo e quinto nas últimas quatro partidas. O Beira-Mar esteve por duas vezes em desvantagem, mas um 'bis' do brasileiro Juliano Roma, segundo melhor marcador da prova, agudizou a crise da equipa de João Carlos Pereira, actual 16ª classificada, e que não vence há quatro partidas. Sp. Covilhã e Olhanense, que perseguiam os aveirenses, não aproveitaram o deslize do líder: os serranos empataram a um em Gondomar, outra das surpresas da prova, com Oliveira a adiantar os visitantes, mas Nuno Sousa, com o seu 7º golo na prova, garantiu o empate para a equipa de Nicolau Vaqueiro ; os algarvios, por sua vez, empataram na Póvoa de Varzim, num jogo, de grande qualidade, mas que terminou num nulo.
Do resto da jornada, realce para o empate do Estoril, melhor ataque da prova, em Vizela, com Bock a marcar mais um golo - 12º na prova -, assim como para o regresso aos triunfos do Desp. Aves, a equipa mais forte da Honra a jogar no seu reduto, onde conquistou 17 dos seus 20 pontos, e para a vitória do Desp. Chaves diante da Ovarense, com os flavienses a abandonarem a 'lanterna vermelha' por troca com os vareiros, quebrando um ciclo de dez jogos sem vencer e de sete sem marcar qualquer golo.


Boavista 2 - 0 União de Leiria

domingo, 20 novembro 2005

O Boavista regressou às vitórias na Liga fruto de um triunfo justo sobre a União de Leiria, que somou a sua segunda derrota consecutiva, mas continua a mostrar um futebol interessante, desde que Jorge Jesus assumiu o comando técnico da equipa. Por isso mesmo, e atendendo ao futebol cada vez mais enleado dos axadrezados, a partida foi interessante, com uma primeira parte muito viva, com oportunidades de golo junto das duas balizas. Contudo, a expulsão de Josieslei Ferreira, após agressão a Tiago, acabou por revelar-se num factor de desequilibrio. Isto porque Carlos Brito leu bem o jogo, e ao intervalo deixou Rui Duarte nos balneários fazendo entrar William Souza, assumindo um inédito 3x4x1x2 para fazer face ao 4x2x1x2 do adversário. Aposta totalmente ganha, já que, cinco minutos depois, João Pinto concluiu uma excelente iniciativa de Hélder Rosário pela direita. Jorge Jesus não tardou a responder, passando a assumir uma estratégia de 4x2x2x1 que abriu o jogo e obrigou Carlos Brito, pouco depois, a recuperar a linha de quatro defensiva, regressando ao 4x2x3x1 inicial. Foi assim que o Boavista acabaria por ampliar a vantagem, graças a um excelente movimento na área de William Souza, concluindo centro da direita de Paulo Jorge, que valeu o 2000º golo dos axadrezados na Liga portuguesa.

Carlos Brito apresentou o Boavista em 4x2x3x1: Carlos foi o guarda-redes ; a linha defensiva de quatro unidades contou com Rui Duarte e Carlos Fernandes, aproveitando a ausência de Areias, nas laterais, ficando Hélder Rosário e Cadú no eixo central ; a meio-campo, Tiago era o médio mais recuado, cabendo a Lucas o papel de médio volante, no apoio a João Vieira Pinto, o médio mais ofensivo ; Manuel José e Diogo Valente ocuparam as alas, com Fary Faye como unidade mais adiantada.

A União de Leiria, de Jorge Jesus, optou por um esquema idêntico ao do Boavista: 4x2x3x1, com Laranjeiro, Alhandra e Touré a ocuparem os lugares de Éder, João Paulo e Lourenço, que foram titulares em Alvalade. Assim, Fernando Prass manteve-se na baliza ; a linha defensiva de quatro unidades, contou com Renato e Gabriel no eixo central, ficando Laranjeiro, mais contido do que Éder, e Alhandra nas laterais ; o médio mais defensivo foi Paulo Gomes, com Harison a assumir o papel de médio volante, com influência na construção de jogo, em que apoiava Fábio Felício ; nas alas, Maciel jogou aberto na direita, enquanto que Touré foi aposta para a esquerda, acabando por ser substituido, devido a lesão, nos minutos iniciais, pelo argentino Matías Miramontes, bem menos explosivo do que o ala francês, mas que fez a sua melhor exibição desde que chegou a Leiria. Josieslei Ferreira, como tem sido habitual, foi a unidade mais adiantada dos leirienses.

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Corinthians 1 - 1 Internacional

domingo, 20 novembro 2005

Corinthians - Internacional: penalty sobre Tinga ficou por marcar

Com o Pacaembu repleto, Corinthians e Internacional de Porto Alegre disputaram o jogo do ano no Brasil. O empate final favorece o 'Timão', que, a duas jornadas do fim da prova, mantém três pontos de vantagem sobre o rival 'Colorado', que pode queixar-se da arbitragem do experiente Márcio Rezende de Freitas. Foi um jogo intenso, disputado a um ritmo bem mais elevado do que é habitual no futebol brasileiro, e em que o Corinthians, apesar de um futebol algo desgarrado e a viver sobretudo de desequilibrios individuais, entrou melhor na partida, perante um Inter algo retraído, alicerçado numa consistente organização defensiva e que procurava surpreender em contra-ataques. Seria assim que Rafael Sóbis, após passe de Fernandão, esteve perto de inaugurar o marcador, já depois de Carlitos Tevez e Gustavo Nery terem posto à prova a atenção de Clemer. Contudo, acabaria por ser o Timão a adiantar-se no marcador, já perto do intervalo, com o argentino Tevez, a aproveitar um desentendimento entre Alex e Clemer, após jogada de Carlos Alberto na direita.

A etapa complementar trouxe um Internacional de Porto Alegre mais ofensivo e estendido no terreno, o que concedeu maiores espaços para o Corinthians explorar, sobretudo tirando partido do adiantamento dos laterais adversários. Carlos Alberto e Carlitos Tevez estiveram próximo do 2-0, mas seria Rafael Sóbis, após assistência de Perdigão, a chegar à igualdade aos 49 minutos, num excelente remate cruzado. O golo partiu o jogo, com ambas as equipas a procurarem a vitória, mas seria o Internacional a mostrar mais capacidade para chegar à vitória: melhor organizada tacticamente a formação de Muricy Ramalho superiorizou-se a meio-campo e procurou tirar partido da intranquilidade defensiva do adversário, que dificilmente se entendeu com os desdobramentos ofensivos de Tinga e com a mobilidade e capacidade técnica de Rafael Sóbis, as duas figuras maiores do Colorado. E, aos 73 minutos, o 'caso do jogo': Tinga isolou-se e foi derrubado por Fábio Costa dentro da grande área, num lance que justificava não só grande penalidade, como também a expulsão do guardião do Corinthians. Só que Márcio Rezende de Freitas, que viria a pedir desculpas no final da partida pelo seu erro, nada viu e expulsou Tinga, por duplo amarelo, já que considerou que o ex-sportinguista simulou a falta. A partir daí, o 'Timão' tomou conta do jogo, mas sem grande sucesso, pois Antônio Lopes insistiu num futebol muito directo e extremamente desorganizado tacticamente, acrescido pela substituição de Bruno Octavio por Jô, que partiu ainda mais a equipa em dois blocos: o defensivo e o ofensivo, praticamente sem meio-campo.

O Corinthians, de Antônio Lopes, que teve uma passagem fugaz pelo Belenenses no início da década de 90, apresentou-se num 4x4x2, que viria a transformar-se em 3x4x1x2. Fábio Costa foi o guarda-redes ; à sua frente, e dada a qualidade da dupla Rafael Sóbis-Fernandão, acabou por adaptar o médio defensivo Marcelo Mattos ao posto de terceiro central, juntando-se à dupla formada por Betão e Marinho, um misto de juventude (do primeiro) e de experiência (do segundo), mas que se dá melhor com avançados mais fixos do que com avançados móveis, o que foi visivel pelas dificuldades que sentiram em travar Rafael Sóbis. Nas laterais, Eduardo Ratinho mostrou pouca consistência à direita, ao invés de Gustavo Nery, muito activo à esquerda, ainda que mais inspirado para acções ofensivas do que defensivas. A meio-campo e face ao recuo de Marcelo Mattos, Bruno Octávio acabou por assumir um papel mais fixo, apoiado pelo volante ofensivo Rosinei, uma das revelações da competição, que realizou uma exibição irregular, bem abaixo do que mostrou em outras partidas. Na frente, Carlos Alberto desempenhava as funções de médio ofensivo entre o centro e a direita, procurando apoiar uma dupla de ataque móvel formada por Carlitos Tevez e Nilmar.

O Internacional, de Muricy Ramalho, apostou no 4x4x2, um dos dois sistemas tácticos que apresentou ao longo da competição, e que foi uma alternativa consistente ao mais habitual 3x5x2. O veterano Clemer foi o guarda-redes ; a linha defensiva contou com os laterais Élder Granja, bastante disponível para se libertar para acções ofensivas, e Alex, que rendeu o habitual titular Jorge Wagner, sentindo algumas dificuldades na primeira parte, por ter que fechar em várias ocasiões posições interiores, o que lhe tirou clarividência ofensiva ; a dupla de centrais foi formada por Edinho e Ediglê, bem mais consistentes do que os rivais, ainda que tenham sentido algumas dificuldades quando Carlitos Tevez ou Nilmar fugiam de posições centrais. O meio campo, bastante compacto, contactou com quatro unidades: o paraguaio Gavilán e Perdigão eram os jogadores mais presos a acções defensivas, enquanto que Tinga e Ricardinho, o mais apagado do quarteto, tinham maior liberdade para incorporar o ataque, ainda que, sobretudo na primeira parte, tenham estado mais presos a acções de contenção. Na frente, Fernandão e Rafael Sóbis formavam a dupla de ataque. O primeiro, apesar de muito esforçado, esteve algo distante do jogo, ao invés de Sóbis, sempre muito activo a criar desequilibrios com a sua velocidade e excelente capacidade técnica, que fazem dele um dos frutos mais apetecidos do mercado brasileiro na actualidade.


Chelsea 3 - 0 Newcastle United

sábado, 19 novembro 2005

Duff fechou a contagem ao cair do pano

O Chelsea prosseguiu a sua caminhada rumo ao título inglês com uma vitória confortável diante do Newcastle, que somava três triunfos consecutivos, mas ressentiu-se das ausências de Michael Owen e Alan Shearer, mostrando pouco poder de fogo: apenas três remates à baliza em 90 minutos. Ainda assim, registo para a boa organização da equipa de Graeme Souness no primeiro período que valeu um nulo ao intervalo, perante um Chelsea pouco inspirado, a viver sobretudo de lances de bola parada, devido à pouca inspiração de Joe Cole e Damien Duff sobre as alas e ao apagamento de Frank Lampard e Eidur Gudjohnsen na zona central, onde Scott Parker exibiu-se a grande nível. O início de segunda parte trouxe um novo Chelsea: Lampard assumiu o jogo, Cole e Duff começaram a desequilibrar e em seis minutos os 'blues' chegaram a um confortável 2-0, colocando a nú as fragilidades da dupla de centrais do Newcastle, com destaque pela negativa para Titus Bramble, com responsabilidades nos golos de Joe Cole, aos 47 minutos, e de Hernan Crespo, aos 51, que voltou aos tentos na Liga dois meses depois. A partida ficou resolvida, mas Damien Duff, no melhor lance do jogo, fixou o resultado no minuto final.

O Chelsea, de José Mourinho, apresentou-se no seu habitual 4x3x3, que partia de um 4x5x1 defensivo. Petr Cech foi o guarda-redes ; o quarteto defensivo foi formado por Glen Johnson e Asier del Horno nas laterais, com Ricardo Carvalho e John Terry a formarem o eixo central ; Claude Makelele era o médio mais defensivo, mas uma lesão precoce, obrigou Mourinho a lançar Michael Essien no seu lugar ; Frank Lampard e Eidur Gudjohnsen eram os interiores ofensivos, sendo que o internacional islandês, em situação ofensiva, funcionava quase como um segundo avançado ; Joe Cole e Damien Duff actuavam sobre as alas no apoio ao internacional argentino Hernan Crespo.

O Newcastle, de Graeme Souness, partia habitualmente de um 4x5x1, que em situação ofensiva se transformava em 4x3x3 ou em 4x2x3x1, devido aos desdobramentos de Lee Bowyer, o médio centro mais ofensivo. Shay Given foi o guarda-redes ; Peter Ramage e Celestine Babayaro realizaram actuações regulares nas laterais, ainda que na segunda parte sentiram bem mais dificuldades para travar Cole e Duff ; ao centro, Titus Bramble, o pior do Newcastle, e Jean Alain Boumsong formaram a dupla de centrais, que acabou por ser determinante pelo descalabro no início da etapa complementar ; a meio-campo, o inexcedivel Scott Parker era o médio mais recuado, apoiado por Lee Bowyer, que também se exibiu a um nível alto, e pelo turco Emre Belozoglu, o mais apagado do tridente. Nas alas, o peruano Norberto Solano esteve apagado à direita, ao invés de Charles N'Zogbia, muito activo à esquerda, onde deu imensas dores de cabeça a Glen Johnson. Na frente, Shola Ameobi sentiu imensas dificuldades para se libertar da marcação de Ricardo Carvalho e John Terry.


Vitória Guimarães 2 - 0 Gil Vicente

sexta-feira, 18 novembro 2005

Golo de Paulo Sérgio garantiu o triunfo justo dos vimaranenses

Triunfo justo do Vitória de Guimarães, que voltou a vencer em casa, o que já não acontecia há praticamente dois meses em jogos a contar para a Liga. Numa partida globalmente fraca, os vimaranenses foram os únicos a procurar a vitória, mas a necessidade de pontos continua a criar muito ansiedade na formação de Jaime Pacheco, perante um Gil Vicente muito fraco ao longo dos 90 minutos, que se limitou a defender após a expulsão (correcta) de Gouveia aos 17 minutos. O golo do tunisino Benachour perto do intervalo, obrigou o Gil Vicente a estender-se mais no terreno na segunda parte, ainda que sem grandes efeitos práticos: apenas dois remates na segunda parte, com um a levar a direcção da baliza. O Vitória de Guimarães, ainda que menos rematador (3 remates na segunda parte contra 6 na primeira) acabou por chegar ao 2-0, através de Paulo Sérgio, que se estreou a marcar pelos vimaranenses, quebrando um jejum de golos de mais de oito meses.

O Vitória Guimarães apresentou-se em 4x2x3x1, esquema táctico que Jaime Pacheco não utilizava desde o jogo de estreia na Liga, diante da Naval. Márcio Paiva, face à lesão do brasileiro Nilson, regressou à baliza, o mesmo acontecendo com os laterais Mário Sérgio e Rogério Matias que não fizeram parte das opções diante da Académica. Ao centro, Dragóner e Cléber formaram dupla. A meio-campo, Flávio Meireles, mais fixo, e Moreno, mais móvel, formavam a dupla de médios-centro, com um tridente de médios ofensivos formado por Paulo Sérgio, à direita, Neca, mais ao centro, e Benachour, descaído para a esquerda, ainda que os dois últimos jogadores muitas vezes trocassem de posições. O moçambicano Dário, pela terceira vez titular esta época, era a unidade mais adiantada, já que Saganowski passou a última semana junto da selecção do seu país, ficando no banco dos suplentes de onde não saiu.

O Gil Vicente apresentou num 4x5x1 defensivo, que procurava desdobrar-se em 4x3x3 quando a equipa tinha a posse de bola. Jorge Baptista era o guarda redes ; a defesa de quatro unidades tinha Édson Mendes e Williams nas laterais, enquanto que Gregory Arnolin e Rovérsio formavam o eixo central defensivo ; a meio-campo, Braíma era a unidade mais defensiva, apoiado de perto por Bruno Tiago e Gouveia, que, quando a equipa tinha a posse da bola, funcionavam como interiores ofensivos ; nas alas, Carlitos, mais aberto, e Nandinho, a fugir da esquerda para o meio, procuravam criar desequilibrios, ainda que tivessem que defender sempre atrás da linha da bola, o que lhes retirava alguma clarividência em termos ofensivos ; Carlos Carneiro, de regresso a Guimarães, era a unidade mais ofensiva da formação de Barcelos.

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